População do interior do RN teme ficar sem socorro após Justiça suspender contrato do Samu. | Foto: Reprodução

Cotidiano

Saúde Justiça trava licitação do Samu em 91 cidades do RN por falta de experiência de empresa vencedora

Decisão judicial atinge atendimento de urgência em quase todo o RN; cooperativa médica denunciou que empresa vencedora não comprovou capacidade para o serviço

por: NOVO Notícias

Publicado 23 de maio de 2026 às 08:21

A Justiça do RN determinou a suspensão urgente, por 30 dias, da licitação do Governo do Estado para a contratação de serviços médicos do Samu. A decisão atinge diretamente o atendimento de urgência e emergência em 91 municípios potiguares. O bloqueio aconteceu após uma cooperativa médica denunciar que a empresa que venceu a disputa bilionária não tem a experiência exigida para o atendimento pré-hospitalar móvel.

O magistrado responsável pelo caso acatou o pedido liminar após analisar os documentos e constatar que a empresa vencedora não comprovou atuação prévia no Samu ou em serviços semelhantes. O edital exigia capacidade técnica comprovada para garantir que o socorro médico à população não fosse operado por amadores.

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, tentou tranquilizar a população e afirmou que a gestão confia na legalidade do processo. Segundo o titular da pasta, o governo vai cumprir a ordem judicial e adotar medidas urgentes para que as ambulâncias não parem de rodar no interior do estado. “Nós temos muita confiança no processo licitatório que realizamos”, declarou o secretário.

Com o relógio correndo, o governo Fátima Bezerra terá o prazo de 30 dias para resolver o imbróglio jurídico e evitar um colapso no socorro pré-hospitalar.

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Para garantir que o povo não fique sem atendimento médico em acidentes e casos graves, a Justiça apontou três saídas temporárias para o Estado: prorrogar o contrato atual com a cooperativa, fazer um contrato emergencial de última hora ou anular tudo e realizar uma nova licitação.

O Samu é o principal braço de salvamento em dezenas de cidades do RN, cobrindo desde transferências hospitalares críticas até resgates de acidentes de trânsito nas rodovias estaduais e federais. A briga judicial joga luz sobre os critérios de contratação da saúde pública no RN, enquanto o leitor do interior reza para não precisar de uma ambulância no próximo mês.

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