Nova pesquisa eleitoral testou cenários para 2026 após a forte repercussão das mensagens envolvendo o senador. | Foto: Reprodução/Metrópoles
Nova pesquisa Atlas/Bloomberg acende sinal de alerta no clã Bolsonaro e mostra que senador já enfrenta rejeição própria após vazamento de áudios com Daniel Vorcaro
Publicado 19 de maio de 2026 às 15:00
A repercussão dos áudios e mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, provocou um forte desgaste político na imagem do parlamentar. De acordo com a nova pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19), o senador enfrentaria sérias dificuldades eleitorais, perdendo em cenários simulados de segundo turno para a Presidência da República em 2026.
Os dados apontam que, em disputas diretas sem a presença do presidente Lula, Flávio Bolsonaro seria derrotado por Fernando Haddad por 46,7% a 43%. O senador também aparece atrás do vice-presidente Geraldo Alckmin, que venceria o confronto hipotético pelo placar de 46,4% a 42,3%.
Segundo analistas políticos, o resultado surpreende os bastidores pelo fato de Haddad e Alckmin não possuírem o mesmo poder de mobilização de massas de Lula. O levantamento indica que o desgaste atual já ultrapassa a rejeição herdada do ex-presidente Jair Bolsonaro, criando uma resistência própria contra o nome do senador.
Conforme a pesquisa Atlas, o episódio revelado pelo Intercept Brasil atingiu em cheio o plano eleitoral do parlamentar. O levantamento aponta que 51,4% dos entrevistados afirmam que a divulgação das conversas com Vorcaro enfraqueceu a candidatura presidencial de Flávio. Além disso, 48,5% dos eleitores declararam estar menos dispostos a votar no filho do ex-presidente após o escândalo.
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A maior parte dos entrevistados pela pesquisa identificou que os diálogos entre o político e o ex-banqueiro retratam práticas de tráfico de influência, corrupção ou relações totalmente impróprias entre a política e o setor financeiro.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação reservada é que o episódio barrou a capacidade de Flávio Bolsonaro de atrair o eleitor moderado e de centro. Esse público, que historicamente rejeita escândalos envolvendo bancos e influência política, passou a demonstrar baixa tolerância com o nome do parlamentar.
A pesquisa Atlas ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio, com margem de erro de um ponto percentual.
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