Pedestres se arriscam diariamente na BR-101 após bloqueio da estrutura no quilômetro 107. | Foto: Reprodução

Sem prazo Após queda de mulher, passarela continua interditada e pedestres arriscam a vida na BR-101

Órgão federal culpa planejamento contratual e chuvas para não definir data de entrega; no Centro de Parnamirim, população é obrigada a cruzar a rodovia entre carretas e ônibus

por: NOVO Notícias

Publicado 19 de maio de 2026 às 14:30

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) confirmou que ainda não possui um prazo definido para liberar a passarela da BR-101, no Centro de Parnamirim. A estrutura, localizada no quilômetro 107 da rodovia federal, segue interditada desde o dia 13 de abril, quando uma mulher de 35 anos despencou de uma altura de aproximadamente 5 metros após a tela de proteção ceder.

Segundo a nota oficial do órgão federal, equipes de manutenção realizam o tratamento da estrutura metálica e a substituição das telas danificadas. No entanto, o departamento alegou que o cronograma dos trabalhos depende de “planejamento contratual” e das condições estruturais, além de afirmar que o período de chuvas tem atrapalhado o andamento dos serviços.

Com o bloqueio por tempo indeterminado, moradores e trabalhadores da região são obrigados a atravessar as faixas de rolamento da BR-101 em meio ao tráfego pesado de caminhões e ônibus. O trecho urbano não dispõe de semáforo ou faixa de pedestres integrada na pista, o que eleva o risco de atropelamentos graves na Grande Natal.

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Sequelas e Alerta Ignorado

A vítima do acidente, Luana Priscila, que reside em Tibau do Sul e estava na cidade para um exame médico do filho de 7 anos, sofreu fraturas graves na coluna e na bacia. Ela permanece acamada e tem previsão de até três meses de recuperação. Na ocasião da queda, ela tentou desviar de outro pedestre e encostou na lateral comprometida da passarela.

De acordo com testemunhas e comerciantes locais, o ponto exato onde a tela cedeu já apresentava danos visíveis desde outubro do ano passado, quando a estrutura foi atingida por um caminhão. Relatos apontam que a passarela convivia com corrosão e buracos na proteção lateral há pelo menos sete meses, sem que nenhuma manutenção preventiva fosse concluída.

A Prefeitura de Parnamirim reiterou que já acionou formalmente o DNIT para cobrar agilidade na resolução do problema, uma vez que a rodovia é de responsabilidade estrita da autarquia federal. Até o momento, uma das faixas da BR-101 continua parcialmente interditada para as obras de reparo, complicando também o fluxo de veículos no horário de pico.

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