Cotidiano

Saúde animal Seu pet pode estar em risco sem você saber: alerta sobre a raiva preocupa especialistas

Mesmo com queda nos casos, a raiva segue ativa e perigosa no país, especialmente com a circulação de morcegos em áreas urbanas e a falsa sensação de segurança entre tutores.

por: NOVO Notícias

Publicado 9 de maio de 2026 às 18:55

A raiva ainda existe e continua sendo uma das doenças mais letais que podem atingir animais e humanos. Apesar da queda nos registros ao longo dos anos, impulsionada pela vacinação, o vírus não foi eliminado e segue circulando no ambiente, especialmente por meio de animais silvestres como morcegos.

A diminuição dos casos nos últimos anos criou uma percepção equivocada de que a doença teria deixado de representar risco. Mas especialistas alertam: a raiva continua ativa e pode ser fatal em praticamente 100% dos casos após o início dos sintomas.

Causada por um vírus que atinge o sistema nervoso central, a infecção evolui rapidamente e não possui tratamento eficaz depois que os sinais clínicos aparecem. A prevenção, portanto, é considerada a única forma segura de proteção.

A transmissão ocorre principalmente pela saliva de animais infectados, geralmente por mordidas. No entanto, também pode acontecer por contato com feridas abertas ou mucosas, o que amplia o risco de contágio em diferentes situações.

Após entrar no organismo, o vírus percorre os nervos até o cérebro, o que explica o período de incubação variável. Quando chega ao sistema nervoso central, provoca inflamação e sintomas como mudanças de comportamento, agressividade, dificuldade para engolir e paralisia progressiva.

Hoje, os principais transmissores no Brasil são animais silvestres, especialmente morcegos, que conseguem circular em áreas urbanas e até entrar em residências sem serem percebidos. Isso aumenta o risco inclusive para pets que vivem dentro de casa.

A vacinação segue como a principal forma de proteção. Mesmo animais que não têm acesso à rua precisam estar imunizados, já que o contato indireto com animais infectados pode ocorrer.

Especialistas reforçam ainda que a imunidade não é permanente e exige reforços periódicos. A manutenção da vacinação protege não só o animal, mas também ajuda a reduzir a circulação do vírus no ambiente.

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