A programação surge como forma de introduzir a temática da maternidade como campo de discussão mais amplo e político. Foto: Cedida
A proposta central do encontro é celebrar, por ocasião do Dia das Mães, a maternidade no espaço da universidade, a partir de uma perspectiva feminista, interseccional, anti-capitalista e sustentável
Publicado 4 de maio de 2026 às 17:18
Organizado pelo grupo de estudos BRAVAS – Brigada de Escritoras e Críticas Feministas, o evento vai contar com um debate em torno de um filme, uma oficina de escrita, e duas mesas-redondas com convidadas. A programação surge como forma de introduzir a temática da maternidade como campo de discussão mais amplo e político.
A proposta central do encontro é celebrar, por ocasião do Dia das Mães, a maternidade no espaço da universidade, a partir de uma perspectiva feminista, interseccional, anti-capitalista e sustentável. E debater, além de tudo, os desafios que se colocam às mulheres gestantes e mães, em particular, mas também às mulheres e dissidências no geral, na persecussão de uma carreira acadêmica e universitária em termos equitativos.
Susana Guerra, professora de História da África e de História das Mulheres no DEHIS, e membro do PPGAV (UFRN), na linha Teoria, História e Crítica de Arte, entende que, ainda que não sejam mães, as mulheres não deixam de ser sensíveis a essa questão: “Esperamos poder contribuir, abrindo este espaço de encontro, para a visibilização, a discussão e as histórias de todas elas”.
Este encontro vem no seguimento do que teve lugar em 2024, e pretende dar continuidade a um projeto de periodicidade bienal, acontecendo então, em 2026, este segundo evento. Mulheres e dissidências, enquanto mães e gestantes, compõem o corpo de discentes, docentes e funcionárias da universidade, e seguem encontrando os mesmos obstáculos que enfrentam cotidianamente nos seus empregos, na pesquisa, no estudo.
O evento espera poder contribuir à deslocação do carácter de celebração consumista para uma pluralidade de visões críticas e criativas sobre a maternidade.
O encontro foi concebido e é moderado pelas Bravas, grupo de estudos que atua desde 2022, e está composto pelas discentes de graduação e pós-graduação Alaide Ribeiro, Hannah Cabral, Talita Alves, Indira Gomes, Giovanna Amaral, Estrela Santos, Paola Ottoni e Yara Dutra.
O grupo tem como proposta de trabalho a imersão coletiva em problemáticas atuais, a apreciação de obras de mulheres e articulação de políticas feministas, dentro e fora da academia.
As inscrições são feitas no Sigaa, área da extensão. O evento atribui certificado de 12 horas.
Público-alvo: Discentes de História e Artes e áreas correlatas; mães e filh@s; gestantes; tod@s @s interessad@s em explorar a potência intelectual e criativa das mulheres; tod@s @s interessad@s no debate com perspectiva feminista; tod@s @s interessad@s em contribuir para os debates sobre as mulheres enquanto produtoras de teoria, crítica e sentido; tod@s @s interessad@s em ampliar o debate fora dos temas e produções culturais hegemônicas; tod@s @s interessad@s na partilha de experiências fora da lógica da comunicação das redes sociais; público em geral.

Programação
Dia 6 de Maio
15h – Cine-debate – Auditório D do CCHLA
18h30 – Mesa-Redonda 1 – Arte e maternidade – Auditório D do CCHLA
Monize Moura (Atriz – DEART – UFRN)
Ana Paola Ottoni (Curadora – PPGAV – UFMG)
Clarissa Torres (Artista visual – PPGAV – UFRN)
Dia 7 de Maio
15h – Oficina de escrita de mães e filh@s – Auditório D do CCHLA
(10 vagas)
18h30 – Mesa-Redonda 2 – A maternidade no meio académico, laboral e político – Auditório D do CCHLA
Estrela Santos (Artista visual – Arte-educadora)
Bruna Rhanelly Torres da Silva (Jornalista – Pesquisadora)
Maria José da Conceição Souza Vidal (UERN)
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