Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Foto: Marcos Elias de Oliveira Júnior
Os participantes responderão a um questionário on-line sobre saúde mental, com cerca de 60 perguntas abordando temas como ansiedade, depressão, uso de substâncias e outros aspectos relacionados ao bem-estar psicológico
Publicado 13 de abril de 2026 às 17:00
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) é uma das instituições participantes do Estudo Nacional de Saúde Mental nas Universidades (Enasam-U), uma pesquisa inédita no Brasil que busca compreender os desafios relacionados ao bem-estar psicológico da comunidade acadêmica, com foco especial nos estudantes.
O Enasam-U integra uma iniciativa da Rede Brasileira em Saúde Mental (Renasam) e tem como objetivo mapear a prevalência de transtornos mentais entre alunos, professores e técnicos administrativos de universidades públicas. A partir dos dados coletados, o estudo pretende subsidiar a formulação de políticas institucionais de apoio à saúde mental no ambiente universitário.
Na UFRN, a pesquisa será coordenada pelo professor Emerson Arcoverde Nunes, coordenador do Programa de Residência Médica em Psiquiatria do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), enquanto a organização nacional está sob a responsabilidade do pesquisador Flávio Kapczinski, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Segundo o professor Emerson, a chegada da iniciativa é um avanço importante para a Universidade. “É o maior estudo sobre saúde mental nas universidades brasileiras e vai contribuir diretamente para o enfrentamento desses desafios”, destaca.
A coleta de dados será realizada por meio de envios de convite por e-mail a membros da comunidade acadêmica, sendo selecionados de forma aleatória. Os participantes responderão a um questionário on-line sobre saúde mental, com cerca de 60 perguntas abordando temas como ansiedade, depressão, uso de substâncias e outros aspectos relacionados ao bem-estar psicológico. Além dessa etapa inicial, parte dos participantes poderá ser selecionada para entrevistas diagnósticas mais profundas, realizadas por psicólogos, o que diferencia o estudo por permitir análises mais precisas sobre a saúde mental da população universitária.
A participação é voluntária e os dados coletados serão anonimizados, garantindo a confidencialidade das informações. A colaboração dos estudantes é fundamental para que a pesquisa alcance resultados representativos e contribua para melhorias concretas no ambiente acadêmico. De acordo com o professor, os dados coletados também devem contribuir para ações mais eficazes dentro da instituição. “Os resultados vão permitir criar estratégias específicas para cada grupo da comunidade acadêmica, melhorando os serviços de apoio à saúde mental”, explica.
O estudo será desenvolvido ao longo de algumas semanas em cada instituição participante, com o envio contínuo de convites até que o número necessário de respostas seja atingido. A expectativa é que os resultados do Enasam-U ajudem a ampliar o entendimento sobre os impactos das exigências acadêmicas na saúde mental e orientem ações mais eficazes de acolhimento e suporte dentro das universidades brasileiras.
Mais informações sobre a pesquisa podem ser acessadas no site oficial da Renasam.
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