Daniela Freire, jornalista

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Opinião

Coluna Daniela Freire: Allyson Bezerra terá um presidente para chamar de seu na campanha?

Com o cenário atual mostrando a continuidade da polarização entre a esquerda e a extrema-direita, o fator ‘presidente’ pode significar muito nesta corrida eleitoral aqui no Estado quando a campanha for para as ruas, TVs e rádios

por: Daniela Freire, do NOVO Notícias

Publicado 13 de abril de 2026 às 16:15

Fator ‘presidente’
Pré-candidato ao Governo do RN, em uma disputa que promete ser dura e acirrada, Allyson Bezerra tem um problema a mais que os seus outros dois principais adversários – Cadu e Álvaro: a ausência de um candidato a presidente para chamar de seu. Lula estará com Cadu e Flávio Bolsonaro com Álvaro. E quem será o presidente de Allyson?

Órfão
Com o cenário atual mostrando a continuidade da polarização entre a esquerda e a extrema-direita, o fator ‘presidente’ pode significar muito nesta corrida eleitoral aqui no Estado quando a campanha for para as ruas, TVs e rádios. Qual o presidente vai gravar para programa eleitoral de Allyson, que tem o maior tempo de propaganda? Qual presidente vem fazer comício ao lado do ex-prefeito de Mossoró?

Mais uma
O governismo petista e a oposição bolsonarista estão comemorando a mesma nova pesquisa divulgada hoje. Pois é! Assim como ocorreu com a Veritá, que deu um triplo empate técnico entre Álvaro Dias, Allyson Bezerra e Cadu Xavier na disputa pelo Governo, na semana passada, nesta segunda-feira a pesquisa Affare/Interjato apresenta cenário parecido, com Álvaro liderando numericamente, mas muito próximo de Allyson, em segundo, e Cadu, em terceiro, empatados tecnicamente.

Bom para o extremismo
A pesquisa Affare, no entanto, aponta no Senado um cenário que deve ser preocupante para a esquerda: a divisão de votos entre candidatos do PT (Samanda Alves), PDT (Rafael Motta e Jean Paul Prates) e PSD (Zenaide, vice líder de Lula no Senado) pode eleger dois candidatos da extrema-direita para as vagas abertas, Styvenson Valentim e Coronel Hélio.

Na mira
O vereador Matheus Faustino não tem mais uma quase unanimidade no engajamento de suas postagens nas redes sociais, o seu ‘reduto’ político-eleitoral. Depois que ele trocou o MBL – e o Missão – pelo União Brasil, comandado por um dos mais tradicionais políticos do RN, José Agripino Maia, as críticas ao edil aumentaram e o tom delas também. Para muitos, Faustino acabou demonstrando que só se preocupa mesmo com o seu próprio umbigo (mandato) e que todo aquele discurso antisistema não passava de palavras ao vento.

Retribuindo
Presente em Natal na semana passada para divulgar mais uma edição do São João mais antigo do mundo, o prefeito de Assu, Lula Soares, garantiu voto em Cadu para o Governo, disse que pode votar em Samanda para o Senado e explicou o motivo: na gestão da governadora Fátima Bezerra o município ganhou uma virada para melhor na saúde. De acordo com Lula, em entrevista ao programa Tamo Junto, na 88FM Universitária, Fátima Bezerra fez algo “importantíssimo” nessa área, que foi a reforma do Hospital de Assu. “A parede (da unidade hospitalar) dava choque”, afirmou o gestor, que contou: “Ela fez um empréstimo com o Banco Mundial de R$ 15 milhões e reformou totalmente o hospital. Abriu maternidade (no hospital), que é coisa de cinema! Nem todo hospital particular de Natal tem o que o de Assu tem”. O prefeito de Assu explicou que mensalmente, através de negociação do Governo Fatima, o governo federal envia R$ 1 milhão para bancar os custos do hospital.


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