Discussão entre parlamentares ocorreu durante sessão da Câmara Municipal de São Vicente. | Foto: Reprodução/Instagram
Discussão ocorreu durante sessão legislativa após declaração do vereador Chico Lins sobre ataques de cães a animais de criação no município
Publicado 10 de abril de 2026 às 11:25
A sessão da Câmara Municipal de São Vicente, no Seridó potiguar, foi marcada por uma discussão entre vereadores após uma declaração envolvendo pagamento para matar um cachorro. O debate ocorreu durante discurso na tribuna e envolveu os parlamentares Geni de Holanda (PV) e Chico Lins (PP).
A reação ocorreu após o vereador Chico Lins mencionar, durante pronunciamento, a possibilidade de pagar R$ 500 caso um cachorro que atacasse animais de criação fosse morto. A fala foi criticada pela vereadora Geni de Holanda, que afirmou considerar inadequada a declaração feita na tribuna.
“É absurdo ouvir na tribuna da Câmara Municipal um vereador dizer que pagaria R$ 500 para matarem um cachorro”, declarou a parlamentar. Geni também informou que procurou o Ministério Público para tratar do tema e defendeu que a situação envolvendo animais seja enfrentada por meio de políticas públicas.
Segundo a vereadora, o problema deve ser discutido com a participação de órgãos públicos responsáveis. “Claro que temos que procurar políticas públicas para sanar essa situação, mas de forma alguma o extermínio desses animais vai ser a solução”, afirmou durante a sessão.
Durante o discurso, Chico Lins afirmou que produtores rurais do município têm enfrentado prejuízos provocados por ataques de cães a animais de criação. De acordo com o parlamentar, bezerros e garrotes estariam sendo mortos por grupos de cães que circulam na região.
O vereador também relatou um episódio envolvendo um animal de sua propriedade e disse que comentou que pagaria R$ 500 caso alguém matasse um cão que viesse a atacar o rebanho.
Após a fala, a vereadora voltou a se manifestar na tribuna e reforçou a defesa de medidas institucionais para lidar com a situação, citando a necessidade de discutir soluções com órgãos públicos e autoridades responsáveis pelo tema.
Geni também questionou se medidas estariam sendo buscadas junto a órgãos municipais e outras instituições para tratar do problema envolvendo animais que circulam em áreas rurais ou que estariam abandonados no município.
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