Força-tarefa formada por Polícia Federal, ANP e órgãos de defesa do consumidor realiza fiscalização em revendedores de gás de cozinha em todo o país. | Foto: Divulgação/PF

Cotidiano

Fiscalização PF faz operação em 16 estados contra possíveis abusos no preço do gás de cozinha; RN está na lista

Fiscalização da Operação Vem Diesel 2 ocorre em 16 estados e mira distribuidores e revendedores de botijão de GLP para apurar possíveis irregularidades que afetam consumidores

por: NOVO Notícias

Publicado 9 de abril de 2026 às 09:51

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) a segunda fase da Operação Vem Diesel, voltada à fiscalização de empresas que atuam na distribuição e revenda de gás de cozinha (GLP). A ação ocorre em 16 estados e no Distrito Federal, incluindo o RN, com o objetivo de verificar possíveis práticas abusivas no preço do botijão.

Ao todo, equipes realizaram ações em 24 cidades brasileiras, com fiscalização em 55 estabelecimentos. Participam da operação policiais federais, agentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e fiscais de órgãos de defesa do consumidor.

Segundo os órgãos envolvidos, a operação busca identificar possíveis irregularidades no aumento do preço do gás, além de eventuais práticas como fixação de preços entre empresas concorrentes, o que pode caracterizar controle artificial de mercado.

Esse tipo de conduta pode provocar prejuízos diretos ao consumidor, especialmente em um produto considerado essencial para as famílias brasileiras.

A operação é conduzida pela Força-Tarefa para Monitoramento e Fiscalização do Mercado de Combustíveis, formada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e pela Polícia Federal, em parceria com a ANP.

Além do RN, a ação ocorre nos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.

Caso sejam identificadas irregularidades durante as fiscalizações, os casos poderão ser encaminhados à Polícia Federal para investigação de possíveis crimes contra a ordem econômica, tributária, a economia popular e as relações de consumo.