Justiça Eleitoral do RN suspende pesquisa após identificar perguntas que poderiam induzir respostas desfavoráveis a pré-candidato do União. | Foto: Reprodução
A Justiça Eleitoral do RN determinou a suspensão imediata de uma pesquisa eleitoral que apontou indícios de manipulação contra o pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União). O levantamento havia sido divulgado em 29 de março pelo portal O Potengi e replicado por outros veículos.
O juiz relator Daniel Cabral Mariz Maia, do Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE-RN), afirmou que a pesquisa continha perguntas específicas sobre denúncias e uma operação da Polícia Federal relacionadas exclusivamente a Allyson. Outros candidatos avaliados não tiveram questionamentos semelhantes, o que, segundo a decisão, pode ter induzido respostas negativas sobre o pré-candidato.
A Justiça também considerou que o levantamento poderia configurar propaganda eleitoral antecipada negativa, proibida antes do início oficial da campanha, pois atingia diretamente a imagem de Allyson e poderia influenciar a percepção do eleitorado.
A decisão liminar prevê a suspensão da divulgação da pesquisa em todos os meios de comunicação, sob pena de multa de R$ 10 mil por cada violação. O magistrado destacou que a continuidade da divulgação poderia prejudicar a imagem do pré-candidato e afetar o ambiente eleitoral.
As empresas responsáveis pela pesquisa, tanto a que realizou quanto a que divulgou, foram citadas para apresentar defesa. O processo seguirá para análise da Procuradoria Regional Eleitoral e julgamento de mérito. A pesquisa, registrada sob o protocolo RN-07240/2026, ouviu 2 mil eleitores entre 23 e 26 de março, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Em nota, o Instituto Media Inteligência em Pesquisa afirmou que seguiu os parâmetros previstos pela legislação eleitoral e que as perguntas abordaram fatos de conhecimento público. A empresa nega intenção de propaganda negativa antecipada contra Allyson e informou estar cumprindo integralmente a decisão, solicitando também que veículos de comunicação retirem o conteúdo questionado.
O instituto reafirmou compromisso com “ética, transparência e rigor técnico” e se colocou à disposição para esclarecimentos adicionais.
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