Daniela Freire, jornalista

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Coluna Daniela Freire: governismo torce para que queda na desaprovação de Fátima vire tendência

a desaprovação da governadora Fátima Bezerra caiu. Saiu de 62,6% na sondagem anterior do instituto, em março, para 55,9% nesta primeira realizada em abril. É uma redução de 6,7. Já a aprovação teve uma oscilação positiva dentro da margem de erro, saindo de 30,6% para 32,7%

por: Daniela Freire, do NOVO Notícias

Publicado 6 de abril de 2026 às 16:15

Adversário de si
A semana que passou não foi nada boa para o senador Styvenson Valentim e para a sua candidatura à reeleição. O comportamento de “já ganhei” adotado por ele, por conta de sua liderança disparada nas pesquisas para o Senado, tem colocado-o como o principal adversário de si mesmo. Ao menos três episódios chamaram os holofotes negativos para o parlamentar: o primeiro foi ter dito, em discurso no município de Parelhas, que “Coronel não faz nada” e que “ganha dinheiro fácil”.

PM baixo nível
A fala em Parelhas rendeu uma exposição extremamente negativa para Styvenson, com notas de repúdio da PM e da Associação de Oficiais Militares do Estado, anunciando a todos o comportamento reprovável do passado do senador, quando era militar. “Ele pertencia ao baixo nível do oficialato”, afirmou o Coronel Moreira, presidente da Associação, que expôs os ‘podres’ de Styvenson Valentim, como o de ter sido punido disciplinarmente “várias vezes” e ter dado calote na formatura de sua turma, entre outros.

Ganhar sem trabalhar
Pior, segundo a Associação, Styvenson tentou ganhar salário como se tivesse trabalhado 30 anos como PM, quando trabalhou apenas a metade disso, 15 anos. Ele queria ganhar sem trabalhar, quanta ironia!

Errou
Outro momento péssimo para o senador Styvenson Valentim foi quando ele questionou a verba de R$ 36 milhões que o Governo Fátima Bezerra utilizará com publicidade. Mirou na governadora e atingiu o consórcio de mídia potiguar, que rebateu com nota dura, ressaltando a desinformação propagada pelo senador ao abordar o assunto. “O debate público exige responsabilidade, coerência e compromisso com a verdade”, diz a nota, que ressalta: o gasto da gestão estadual com publicidade representa 0,14% do orçamento e cumpre dever legal.

Hipocrisia escancarada
A associação de mídia fez mais, mostrou a hipocrisia de Styvenson Valentim, que critica o que ele próprio faz: utiliza verba pública para promover as realizações de seu mandato. E ele não economiza. De acordo com levantamento do portal O Potiguar, Styvenson lidera em gastos com publicidade entre os três senadores do RN.

Ignorância exposta
Outro erro crasso de Styvenson em apenas uma semana: ele criticou duramente o péssimo índice de alfabetização das crianças no RN, achando que a culpa é da administração Fátima Bezerra, quando, na verdade, a educação básica (infantil e anos iniciais do ensino fundamental) é dever dos municípios. Ou seja, Styvenson mirou em Fátima e acertou em cheio no seu candidato ao Governo, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, que deixou a capital potiguar com um dos piores índices de educação do Brasil.

Vinte anos depois…
Lembrando um detalhe que poderá fazer diferença: pela primeira vez, Styvenson será vidraça em uma eleição. Na primeira, foi eleito senador sem fazer campanha e foi esquecido pelos adversários. Na segunda, já senador, foi candidato ao Governo e amargou a terceira colocação, foi tratado como candidato irrelevante. Agora, as suas peças do xadrez político tiveram o peso elevado. Faz lembrar o “governador de férias”, que apelidava o ex-governadore ex-senador Garibaldi Alves Filho quando ele acabou perdendo a eleição para Wilma de Faria. O ano era 2006. Será que Styvenson Valentim vai ser o “senador de férias” de 2026?

Descida?
Uma nova pesquisa Seta foi publicada hoje e trouxe uma novidade: a desaprovação da governadora Fátima Bezerra caiu. Saiu de 62,6% na sondagem anterior do instituto, em março, para 55,9% nesta primeira realizada em abril. O governismo torce para que seja um movimento crescente e constante, até a campanha começar. É uma redução de 6,7. Já a aprovação teve uma oscilação positiva dentro da margem de erro, saindo de 30,6% para 32,7%.

Janela fechada
Fechou a janela partidária, quem se filiou, se filiou, quem não trocou, não troca mais. E os resultados apresentaram um cenário interessante na Assembleia Legislativa: os dois lados mais polarizados imprensaram o ‘centro’. A Federação Brasil Esperança – PT, PV e PCdoB – ganhou três deputados e perdeu um. Se filiaram ao PV Dr Bernardo, Ubaldo Fernandes e Ivanilson Oliveira. As mudanças demarcaram bem dois polos: grupo de Cadu e Álvaro ficaram iguais no Legislativo. E o PSDB do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira, acabou encolhendo.

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