Pacientes do SUS relatam consultas e exames remarcados após início da greve em hospitais universitários do RN. | Foto: Reprodução
Paralisação de servidores da Ebserh atinge unidades de Natal e interior, provoca remarcações no SUS e mantém apenas serviços essenciais
Publicado 2 de abril de 2026 às 09:50
A greve de servidores vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) já provoca impactos diretos no atendimento em hospitais universitários do Rio Grande do Norte. A paralisação começou na segunda-feira (30) e atinge consultas, exames e cirurgias eletivas, que passaram a funcionar de forma parcial em unidades da rede pública.
No RN, o movimento afeta hospitais ligados à Universidade Federal do RN (UFRN), como o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) e a Maternidade Escola Januário Cicco, em Natal, além do Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz, no interior do RN.
Mesmo com a paralisação, os trabalhadores mantêm equipes mínimas para garantir atendimentos considerados essenciais, como serviços de urgência e unidades de terapia intensiva (UTIs). Ainda assim, parte das consultas ambulatoriais, exames e procedimentos eletivos foi suspensa ou remarcada.
Na prática, pacientes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) já relatam dificuldades para manter tratamentos. Em alguns casos, consultas e exames estão sendo reagendados sem data próxima disponível, o que pode ampliar o tempo de espera por atendimento.
Os hospitais universitários desempenham papel estratégico na rede pública de saúde do Rio Grande do Norte, atendendo pacientes de Natal, da Região Metropolitana e de diversas cidades do interior.
A greve tem caráter nacional e foi aprovada em assembleias realizadas em mais de 45 hospitais administrados pela Ebserh em todo o país. Entre as principais reivindicações dos servidores estão reajuste salarial, reposição de perdas acumuladas estimadas em cerca de 25% e melhorias em benefícios como vale-alimentação.
Segundo representantes do movimento, a paralisação ocorre após dois anos de negociações sem avanços significativos. A categoria afirma que rejeitou uma proposta baseada apenas na recomposição da inflação e cobra valorização profissional. Até o momento, não há previsão para a retomada integral dos atendimentos.
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