Para Francisco do PT falas foram ""infelizes, injustas, desqualificadas e agressivas". Para o Coronel Azevedo, "quem nunca errou que atire a primeira pedra”. Fotos: ALRN
Senador Styvenson Valentim teria afirmado que poderia “estar sendo coronel da polícia”, mas que “coronel não faz nada”, complementando que “capitão também não faz”, insinuando que apenas ele, como capitão, trabalhava
Publicado 31 de março de 2026 às 17:30
Durante sessão plenária na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), nesta terça-feira (31), o deputado Francisco do PT manifestou repúdio às declarações do senador Styvenson Valentim, que, em sua avaliação, foram “infelizes, injustas, desqualificadas e agressivas” contra a Polícia Militar do Estado. O parlamentar, que é Líder do Governo na Casa, expressou solidariedade à corporação, defendendo o trabalho dos agentes de segurança pública.
Francisco criticou a postura do senador, que é oriundo dos quadros da Polícia Militar e, segundo o deputado, utilizou a instituição como “trampolim político” para se eleger. “Agora cospe no prato onde comeu”, afirmou o deputado, referindo-se aos comentários de Styvenson durante a solenidade de inauguração da reforma de uma escola em Parelhas. Na ocasião, o senador teria afirmado que poderia “estar sendo coronel da polícia”, mas que “coronel não faz nada”, complementando que “capitão também não faz”, insinuando que apenas ele, como capitão, trabalhava.
O deputado enfatizou que a fala do senador configura um “desrespeito” com os agentes de segurança pública potiguares, que, “dão duro e muitas vezes colocam em risco a sua própria vida todos os dias”. Francisco ressaltou o papel da Polícia Militar para que o Rio Grande do Norte se tornasse um dos estados mais seguros do país e o mais seguro do Nordeste, saindo das últimas posições nos índices de violência. Ele também mencionou que o senador, um ex-oficial aposentado da PM com 15 anos de serviço, teria buscado na Justiça receber salários integrais.
Em seu pronunciamento, Francisco ainda questionou a autodenominada postura “antissistema” do senador, que é “aliado incondicional do presidente do Senado, foi membro da Mesa Diretora do Senado e utiliza-se das emendas parlamentares que fazem parte do sistema e do arcabouço legislativo do nosso país”. O deputado lamentou que, em busca de votos e engajamento nas redes sociais, “alguém se proponha a fazer uma fala tão agressiva e tão desrespeitosa contra a sua própria instituição de origem”, e criticou o que chamou de “passar pano” para a declaração, por ter sido proferida por um senador da extrema direita e bolsonarista, contrastando com a repercussão que teria se a crítica viesse de um político de esquerda.
O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) se pronunciou no Grande Expediente da sessão ordinária para defender o senador aliado Styvenson Valentim (PSDB). Ele se referia a críticas emitidas ao senador por declarações dele durante evento no município de Parelhas.
“Foi uma fala fora de contexto que muitos classificaram como infeliz”, disse Coronel Azevedo, ressaltando que o senador Styvenson tem feito um “excelente trabalho” levando ao interior do Rio Grande do Norte grandes obras nas áreas da saúde, da segurança pública e da educação. “Houve uma certa euforia por parte de pessoas do PT”, justificou o deputado, repetindo que o parlamentar federal vem sendo alvo de pessoas que querem se aproveitar da fala dele.
O deputado Coronel Azevedo justificou a fala do senador Styvenson, que ao participar de inauguração de escola reformada com recursos de emenda federal de seu mandato, em Parelhas, disse que estava trabalhando pela população, quando poderia estar na polícia ‘sem trabalhar’. Para o deputado, essa não é a essência do senador. “Quem nunca errou que atire a primeira pedra”, encerrou o parlamentar estadual.
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