Instituto do Cérebro - Foto: Cícero Oliveira/UFRN
Como o cérebro humano consegue identificar, em frações de segundo, objetos tão diferentes quanto uma cadeira, um celular ou um animal? Essa é uma das questões centrais da palestra Mapeamento contentotópico e dimensionalidade de objetos: uma nova compreensão sobre a organização do conhecimento de objetos, ministrada pelo professor Jorge Almeida, da Universidade de Coimbra (Portugal).
O evento acontece na próxima quarta-feira, dia 1º de abril, às 11h, no auditório do Instituto do Cérebro (ICe) da UFRN, e é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Bioinformática (PPgBioinfo). Envolvendo áreas como Psicologia, Neurociência e Bioinformática, a temática é voltada principalmente para estudantes de graduação, pós-graduação e docentes.
A pesquisa do professor Jorge Almeida, tema da palestra, investiga os mecanismos neurais subjacentes ao processamento de objetos – desde como o cérebro humano interage com eles e os reconhece até como o conhecimento conceitual é organizado e representado no cérebro. Para isso, ele utiliza uma abordagem multimodal que abrange ressonância magnética funcional, neuromodulação não invasiva, inteligência artificial e aprendizado de máquina, além de dados neuropsicológicos – por meio de estudos com pacientes com lesões cerebrais – e comportamentais.
“No âmbito do Programa de Pós-Graduação em Bioinformática (PPgBioinfo), esta discussão é particularmente relevante, pois une a computação avançada e a modelagem biológica para compreender processos cognitivos complexos e propor novos modelos de visão computacional”, ressalta o docente André Peres, organizador do evento e professor visitante do PPgBioinfo.
A palestra do professor Jorge Almeida é uma atividade relacionada ao projeto ObjectColumns: Desvendando a organização colunar do córtex visual humano para a otimização de algoritmos de inteligência artificial, iniciativa coordenada pelo professor André Peres (PPgBioinfo), por meio de uma parceria entre a UFRN, a Universidade de Coimbra e a Universidade de São Paulo (USP), que busca aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do cérebro humano utilizando tecnologias de imagem de última geração.
Jorge Almeida é professor catedrático da Universidade de Coimbra e doutor pela Universidade de Harvard, onde desenvolveu pesquisas que questionaram modelos tradicionais sobre o reconhecimento de objetos no cérebro humano. Ele possui dezenas de artigos publicados em periódicos científicos de destaque internacional, como PNAS, Current Biology e Journal of Neuroscience, e já foi contemplado, ao longo da carreira, com prêmios como o Investigator APPE Award e o Elsevier/Vision Research Student Travel Award, concedido pela Vision Sciences Society (VSS). O laboratório que coordena, o Proaction Lab, é financiado pelo European Research Council (ERC) e pela European Research Executive Agency (ERA Chair).
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