Secretários do governo Fátima deixam cargos para disputar eleições no RN. Mudanças ocorrem por causa do prazo de desincompatibilização eleitoral. | Foto: Reprodução

Política

Eleições 2026 Reforma no governo Fátima: secretários deixam cargos para disputar eleições no RN

Saídas atingem áreas estratégicas da gestão estadual e ocorrem por causa do prazo legal de desincompatibilização para candidatos em 2026

por: NOVO Notícias

Publicado 30 de março de 2026 às 11:40

A proximidade do prazo legal para desincompatibilização eleitoral deve provocar mudanças no secretariado da governadora Fátima Bezerra (PT). Alguns dos principais nomes da gestão estadual devem deixar os cargos para disputar as eleições de 2026, movimentando o cenário político que impacta diretamente Natal e a Região Metropolitana.

Entre os nomes que devem sair da equipe estão o secretário da Fazenda, Cadu Xavier, o secretário da Saúde, Alexandre Motta, e a secretária do Turismo, Marina Marinho. As possíveis candidaturas ainda estão sendo articuladas dentro da base governista.

Cadu Xavier é apontado como pré-candidato ao Governo do RN e deverá deixar a Secretaria da Fazenda para entrar oficialmente na corrida eleitoral. Já Alexandre Motta é cotado para disputar vaga de deputado federal, enquanto Marina Marinho pode concorrer a uma cadeira de deputada estadual.

As saídas fazem parte do processo de reorganização política comum em anos que antecedem as eleições e tendem a provocar reformas administrativas dentro do governo estadual.

Mudança recente na equipe

O primeiro movimento já ocorreu com a saída de Adriano Gadelha, que ocupava a Secretaria Extraordinária de Governo e Relações Institucionais. Durante sua gestão, ele atuou na articulação entre o Executivo estadual, prefeituras e outros órgãos públicos no Rio Grande do Norte.

Em nota oficial, o governo informou que Gadelha deixou o cargo para assumir “novos compromissos profissionais”.

Entenda a desincompatibilização

A desincompatibilização eleitoral é a exigência legal que obriga ocupantes de cargos públicos a se afastarem as funções antes de disputar eleições. A medida existe para evitar uso da máquina pública, influência política ou vantagem econômica, garantindo igualdade entre os candidatos durante o processo eleitoral.

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