No Rio Grande do Norte, 15,3% dos estudantes sentem que a vida não vale a pena ser vivida

Cotidiano

Dados Pesquisa revela que 15,3% dos estudantes do RN sentem que a vida não vale a pena

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar mostram altos índices de tristeza, sedentarismo e agressões entre jovens de 13 a 17 anos

por: NOVO Notícias

Publicado 25 de março de 2026 às 11:34

No Rio Grande do Norte, 15,3% dos estudantes sentem que a vida não vale a pena ser vivida. O índice chega a 17,5% entre os alunos da capital, Natal. Os dados compõem a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o levantamento nesta quarta-feira (25).

O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos de idade. O sentimento de tristeza constante atinge 25,9% desses jovens potiguares. A proporção é quase três vezes maior entre as mulheres do que entre os homens.

A vontade de se machucar de propósito afetou 30,2% dos escolares no ano anterior à pesquisa. Esse desejo atinge 41,1% das meninas e 19,5% dos meninos. Quase um terço dos alunos sente que os pais não compreendem suas preocupações diárias.

A convivência no ambiente escolar também apresenta problemas. Cerca de 23,9% dos estudantes já se sentiram humilhados duas ou mais vezes por colegas. A aparência do corpo e do rosto lidera os motivos das provocações.

O problema se repete no ambiente virtual. Mais de 12% dos jovens sofreram ameaças ou ofensas nas redes sociais. O levantamento revela ainda que um em cada dez alunos já sofreu agressão física na escola.

A insatisfação com o próprio corpo atinge 26,7% dos adolescentes do estado. O sedentarismo agrava o cenário da saúde física. Quase 40% dos alunos relataram ausência de aulas de educação física na semana anterior à pesquisa.

O tempo excessivo em frente a telas afeta mais de 40% dos estudantes estaduais. Natal possui o segundo maior índice do Nordeste nesse quesito de inatividade. O acesso à internet em casa é uma realidade para 98,6% dos jovens potiguares.

O consumo de substâncias lícitas e ilícitas começa cedo. Quase metade dos adolescentes já experimentou bebida alcoólica alguma vez na vida. O uso de cigarros eletrônicos atinge 22,7% dos escolares do estado.

A falta de absorventes fez 13,9% das alunas faltarem às aulas no estado. A ausência escolar por esse motivo é três vezes maior na rede pública de ensino. O estudo aponta, por fim, que familiares representam os principais agressores sexuais contra os jovens.

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