No Rio Grande do Norte, 15,3% dos estudantes sentem que a vida não vale a pena ser vivida
No Rio Grande do Norte, 15,3% dos estudantes sentem que a vida não vale a pena ser vivida. O índice chega a 17,5% entre os alunos da capital, Natal. Os dados compõem a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o levantamento nesta quarta-feira (25).
O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos de idade. O sentimento de tristeza constante atinge 25,9% desses jovens potiguares. A proporção é quase três vezes maior entre as mulheres do que entre os homens.
A vontade de se machucar de propósito afetou 30,2% dos escolares no ano anterior à pesquisa. Esse desejo atinge 41,1% das meninas e 19,5% dos meninos. Quase um terço dos alunos sente que os pais não compreendem suas preocupações diárias.
A convivência no ambiente escolar também apresenta problemas. Cerca de 23,9% dos estudantes já se sentiram humilhados duas ou mais vezes por colegas. A aparência do corpo e do rosto lidera os motivos das provocações.
O problema se repete no ambiente virtual. Mais de 12% dos jovens sofreram ameaças ou ofensas nas redes sociais. O levantamento revela ainda que um em cada dez alunos já sofreu agressão física na escola.
A insatisfação com o próprio corpo atinge 26,7% dos adolescentes do estado. O sedentarismo agrava o cenário da saúde física. Quase 40% dos alunos relataram ausência de aulas de educação física na semana anterior à pesquisa.
O tempo excessivo em frente a telas afeta mais de 40% dos estudantes estaduais. Natal possui o segundo maior índice do Nordeste nesse quesito de inatividade. O acesso à internet em casa é uma realidade para 98,6% dos jovens potiguares.
O consumo de substâncias lícitas e ilícitas começa cedo. Quase metade dos adolescentes já experimentou bebida alcoólica alguma vez na vida. O uso de cigarros eletrônicos atinge 22,7% dos escolares do estado.
A falta de absorventes fez 13,9% das alunas faltarem às aulas no estado. A ausência escolar por esse motivo é três vezes maior na rede pública de ensino. O estudo aponta, por fim, que familiares representam os principais agressores sexuais contra os jovens.
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