Alta na arrecadação federal foi impulsionada principalmente pelo crescimento do IOF e pelo desempenho do setor de serviços e de investimentos em renda fixa. | Foto: Divulgação

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Economia Arrecadação federal bate R$ 222 bilhões em fevereiro e bate recorde

Receita Federal aponta crescimento real de 5,68% na comparação com 2025; resultado reflete alta do IOF, avanço do setor de serviços e desempenho de investimentos financeiros

por: NOVO Notícias

Publicado 24 de março de 2026 às 12:45

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 222 bilhões em fevereiro de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (24) pela Receita Federal. O valor representa crescimento real de 5,68% em relação ao mesmo mês de 2025, já descontada a inflação.

De acordo com o Fisco, o resultado é o maior já registrado para meses de fevereiro desde o início da série histórica, em 1995. O desempenho reforça a tendência de aumento da arrecadação federal no início deste ano.

Apesar do resultado recorde para fevereiro, houve retração de 32,3% em comparação com janeiro, também já considerando o desconto da inflação. Isso ocorre porque janeiro costuma concentrar receitas extraordinárias, além de recolhimentos típicos do início do ano. No primeiro mês de 2026, a arrecadação atingiu R$ 325,7 bilhões, o maior valor já registrado para um único mês.

Somando os dois meses de 2026, a arrecadação federal chegou a R$ 547,9 bilhões, com alta real de 4,41% na comparação com o mesmo período do ano passado, considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo a Receita Federal, diversos fatores contribuíram para o crescimento da arrecadação em fevereiro. Um dos principais foi o aumento na arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O tributo passou de R$ 6,4 bilhões em fevereiro de 2025 para R$ 8,7 bilhões em 2026, alta de 35,7%. O avanço está ligado à mudança na legislação do imposto, promovida pelo Decreto nº 12.499/2025, além da maior movimentação em operações financeiras.

Influência do mercado financeiro e do setor de serviços

Outro fator relevante foi o aumento na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital, que registrou crescimento real de 19,44%. Grande parte desse avanço veio da tributação sobre títulos de renda fixa, cuja arrecadação aumentou 53,65%, impulsionada pelo volume de investimentos nesse tipo de aplicação.

Também contribuíram para o resultado positivo o crescimento do setor de serviços e o desempenho de atividades ligadas à extração de petróleo, que elevaram a arrecadação de PIS/Pasep e Cofins.

Os dados divulgados pela Receita Federal mostram o seguinte desempenho da arrecadação federal neste início de ano:

  • Janeiro: R$ 325,7 bilhões
  • Fevereiro: R$ 222,2 bilhões

Os números refletem o comportamento da atividade econômica e de indicadores macroeconômicos que influenciam diretamente a arrecadação de tributos no país.

Impacto para estados como o RN

Embora a arrecadação seja federal, o desempenho da receita tem impacto indireto sobre estados e municípios, como Natal e outras cidades do RN, por meio de transferências constitucionais e da dinâmica da economia nacional. Quando a arrecadação cresce, há reflexos na atividade econômica, no volume de investimentos e na arrecadação compartilhada, fatores que podem influenciar o orçamento de governos estaduais e municipais.

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