Petrobras afirma que aumentou entregas em até 15% para evitar impacto no abastecimento. | Foto: Arquivo/Agência Brasil

Economia

Combustíveis Petrobras reage à ANP e diz que está operando no limite para garantir combustível no país

Estatal afirma que refinarias estão em carga máxima e que já antecipou entregas; agência cobra retomada de leilões

por: NOVO Notícias

Publicado 20 de março de 2026 às 13:50

A Petrobras afirmou que está operando no limite da capacidade para garantir o abastecimento de combustíveis no país, após cobrança da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a oferta de diesel e gasolina. O tema acende alerta sobre possíveis impactos no preço e na distribuição, inclusive no RN.

Segundo a Petrobras, todas as refinarias estão funcionando em carga máxima e a empresa está entregando ao mercado “todo o volume produzido”. A estatal também informou que antecipou e ampliou o fornecimento às distribuidoras, com volumes até 15% maiores do que o previsto no início de março.

A manifestação ocorreu após a ANP anunciar que vai notificar a companhia para que retome imediatamente a oferta de combustíveis que haviam sido cancelados em leilões recentes.

Por que isso importa para o RN

Mesmo sem registro de desabastecimento, a situação gera atenção em estados como o RN, que dependem da logística nacional de distribuição. Qualquer instabilidade na oferta pode impactar diretamente o preço da gasolina e do diesel em Natal e na Região Metropolitana, afetando transporte público, fretes e o custo de vida da população.

Suspensão dos leilões

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, explicou que a suspensão dos leilões ocorreu por necessidade de reavaliar estoques diante do cenário internacional. Segundo ela, o mercado global de petróleo enfrenta incertezas provocadas por tensões no Oriente Médio, o que exige cautela na gestão dos combustíveis. A executiva afirmou ainda que a antecipação de entregas tem limite para evitar riscos maiores ao abastecimento interno.

O que diz a ANP

A ANP quer mais transparência e previsibilidade. A agência solicitou que a Petrobras informe detalhes como importações previstas, preços, datas de chegada de cargas e até identificação de navios. Apesar da cobrança, o órgão regulador afirmou que, até o momento, não há risco de desabastecimento no Brasil, considerando a produção interna e as importações.

A Petrobras informou que vai analisar a decisão da ANP antes de tomar novas medidas. O cenário segue em monitoramento, especialmente por causa das oscilações do mercado internacional — fator que pode refletir rapidamente nos preços dos combustíveis no Brasil e, consequentemente, no dia a dia de quem vive em Natal e em todo o RN.

Tags