Petrobras afirma que aumentou entregas em até 15% para evitar impacto no abastecimento. | Foto: Arquivo/Agência Brasil
A Petrobras afirmou que está operando no limite da capacidade para garantir o abastecimento de combustíveis no país, após cobrança da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a oferta de diesel e gasolina. O tema acende alerta sobre possíveis impactos no preço e na distribuição, inclusive no RN.
Segundo a Petrobras, todas as refinarias estão funcionando em carga máxima e a empresa está entregando ao mercado “todo o volume produzido”. A estatal também informou que antecipou e ampliou o fornecimento às distribuidoras, com volumes até 15% maiores do que o previsto no início de março.
A manifestação ocorreu após a ANP anunciar que vai notificar a companhia para que retome imediatamente a oferta de combustíveis que haviam sido cancelados em leilões recentes.
Mesmo sem registro de desabastecimento, a situação gera atenção em estados como o RN, que dependem da logística nacional de distribuição. Qualquer instabilidade na oferta pode impactar diretamente o preço da gasolina e do diesel em Natal e na Região Metropolitana, afetando transporte público, fretes e o custo de vida da população.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, explicou que a suspensão dos leilões ocorreu por necessidade de reavaliar estoques diante do cenário internacional. Segundo ela, o mercado global de petróleo enfrenta incertezas provocadas por tensões no Oriente Médio, o que exige cautela na gestão dos combustíveis. A executiva afirmou ainda que a antecipação de entregas tem limite para evitar riscos maiores ao abastecimento interno.
A ANP quer mais transparência e previsibilidade. A agência solicitou que a Petrobras informe detalhes como importações previstas, preços, datas de chegada de cargas e até identificação de navios. Apesar da cobrança, o órgão regulador afirmou que, até o momento, não há risco de desabastecimento no Brasil, considerando a produção interna e as importações.
A Petrobras informou que vai analisar a decisão da ANP antes de tomar novas medidas. O cenário segue em monitoramento, especialmente por causa das oscilações do mercado internacional — fator que pode refletir rapidamente nos preços dos combustíveis no Brasil e, consequentemente, no dia a dia de quem vive em Natal e em todo o RN.
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