Audiência no CEJUSC reuniu órgãos públicos e resultou em inspeções e medidas para melhorar atendimento a pessoas em situação de rua em Natal. | Foto: Reprodução

Cotidiano

Social Natal enfrenta desafio: mais de 1,4 mil pessoas em situação de rua e vagas insuficientes em abrigos

Ministério Público e Defensorias discutem soluções para ampliar acolhimento e direitos fundamentais na capital do RN

por: NOVO Notícias

Publicado 19 de março de 2026 às 09:40

O Ministério Público do RN (MPRN) participou de uma audiência de mediação nesta semana para discutir melhorias nos serviços de acolhimento a pessoas em situação de rua em Natal. O encontro foi realizado no Centro Judicial de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) e contou com representantes do Ministério Público Federal e das Defensorias Pública Estadual e Federal, coautores da Ação Civil Pública (ACP).

Segundo dados do último censo da SETHAS, realizado em 2022, mais de 1.400 pessoas vivem em situação de rua em Natal, mas a fila de espera por abrigos tinha apenas cerca de 15 inscritos. O cenário evidencia precariedade nos serviços, com vagas insuficientes, necessidade de melhorias estruturais e carência de recursos humanos e materiais.

A promotora de Justiça Maria Danielle Veras destacou que a ACP busca garantir direitos fundamentais e ampliar a capacidade de acolhimento na cidade. Durante a audiência, foram discutidos pontos controversos e buscados acordos para superar os problemas identificados nos equipamentos públicos de abrigamento.

Próximos passos

O MPRN fará uma vistoria na nova unidade de acolhimento institucional inaugurada pela Prefeitura e apresentará um relatório à Justiça em até 90 dias. Além disso, será promovido um momento de escuta das pessoas em situação de rua para entender os motivos de não procurarem os abrigos disponíveis.

O Município de Natal se comprometeu a detalhar os custos das Unidades de Acolhimento 24 horas para famílias e pessoas em situação de rua. A Justiça também avaliará o pedido sobre o cofinanciamento da política de acolhimento, definindo responsabilidades financeiras da União, do Estado e da Prefeitura.

A medida busca não apenas ampliar o número de vagas, mas também melhorar a qualidade do atendimento oferecido à população em situação de rua, garantindo estrutura adequada, recursos humanos e materiais suficientes. A expectativa é que ações conjuntas promovam mais eficiência na política pública e maior proteção aos direitos fundamentais.

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