Servidores e acompanhantes relatam que precisaram comprar comida por conta própria após suspensão das refeições em hospitais estaduais. | Foto: Reprodução/Sindisaúde

Cotidiano

Saúde Servidores ficam sem almoço em hospitais estaduais de Natal após greve; situação se repete em unidades do RN

Falta de refeições que atinge unidades da rede estadual como o Hospital Santa Catarina e Walfredo Gurgel nesta quarta (18) expõe crise com terceirizados e afeta atendimento na capital

por: NOVO Notícias

Publicado 18 de março de 2026 às 13:41

Servidores e acompanhantes ficaram sem almoço e outras refeições nesta quarta-feira (18) em hospitais da rede estadual em Natal, após a suspensão do serviço por causa da greve de funcionários de uma empresa terceirizada. A situação foi registrada no Hospital Dr. José Pedro Bezerra, o Santa Catarina, na Zona Norte da capital, e no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, uma das principais unidades de urgência do Rio Grande do Norte.

De acordo com a coordenação de nutrição do Hospital Santa Catarina, não foram ofertados almoço nem ceia devido à paralisação de funcionários da empresa terceirizada, responsável pelo serviço. Sem alternativa dentro das unidades, servidores e acompanhantes tiveram que comprar comida por conta própria ou improvisar refeições, o que gerou revolta e preocupação.

A denúncia foi feita pelo Sindsaúde/RN, que afirma que essa não é a primeira ocorrência na semana. Na segunda-feira (16), o sindicato já havia alertado para a mesma situação em hospitais importantes da rede estadual, como o Walfredo Gurgel, o Hospital Deoclécio Marques, o Giselda Trigueiro e o Alfredo Mesquita, localizados na Região Metropolitana de Natal.

Um servidor do Walfredo Gurgel confirmou que o cenário voltou a se repetir nesta quarta. Segundo ele, trabalhadores e acompanhantes ficaram novamente sem almoço e precisaram “se virar”, comprando marmitas ou levando comida de casa. O relato também aponta atraso de pagamento a funcionários terceirizados como motivo da paralisação.

Impacto para a população

A suspensão da alimentação afeta diretamente não só os profissionais de saúde, mas também acompanhantes de pacientes, que dependem do serviço dentro dos hospitais. A situação agrava ainda mais a rotina já sobrecarregada das unidades públicas, especialmente em hospitais de alta demanda na capital e na Região Metropolitana.

Uma acompanhante de paciente na maternidade do Hospital Santa Catarina relatou que foi surpreendida. Sem aviso prévio, ela só soube da suspensão ao chegar à unidade e precisou buscar alternativas para não passar o dia sem se alimentar.

O que dizem as autoridades

O Sindsaúde/RN cobra uma solução imediata do Governo do Estado e afirma que a responsabilidade pela continuidade dos serviços é da gestão estadual. O sindicato também critica a ausência de um plano de contingência para evitar a interrupção de serviços essenciais como a alimentação hospitalar.

A entidade informou que seguirá monitorando a situação e não descarta novas denúncias caso o problema continue. Até o momento, não há confirmação de quando o serviço de refeições será normalizado nas unidades afetadas em Natal e no RN.

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