Caso chocou o país após denúncias de adoções seguidas de mortes de gatos; Justiça deve decidir se há condenação nas próximas semanas. | Foto: Reprodução
Um laudo do Instituto de Medicina Legal do Distrito Federal concluiu que o psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho, investigado por matar gatos, tinha plena consciência dos próprios atos. A decisão afasta a tese de insanidade e mantém o processo na fase final, com possibilidade de condenação que pode ultrapassar 20 anos de prisão.
O caso veio à tona em março de 2025, após denúncias de protetores de animais. Segundo a investigação da Polícia Civil, o psicólogo adotava gatos e, semanas depois, informava que os animais haviam desaparecido. A apuração indicou que ele teria matado pelo menos 17 felinos.
De acordo com o documento do IML, o acusado apresenta transtornos de ansiedade e depressão, além de histórico de uso abusivo de estimulantes. Ainda assim, os peritos afirmaram que ele possuía total capacidade de entendimento e de se autodeterminar na época dos fatos.
Na prática, isso significa que, se for condenado, não poderá alegar inimputabilidade por doença mental. O laudo também apontou que não há relação direta entre os transtornos e os crimes investigados.
As denúncias ganharam força após relatos de protetores e vizinhos. Segundo as investigações, o psicólogo adotou cerca de 20 gatos entre setembro de 2024 e março de 2025 — a maioria com características semelhantes.
Testemunhas relataram episódios de maus-tratos dentro do apartamento onde ele morava, no Gama, no Distrito Federal. Um dos animais conseguiu ser resgatado com vida.
O investigado foi preso preventivamente em março de 2025, mas teve a liberdade concedida sete meses depois. Desde então, responde ao processo em liberdade.
Atualmente, o caso está na etapa de alegações finais. Após essa fase, a Justiça deve definir a sentença em primeira instância, podendo absolver ou condenar o réu.
O Ministério Público do Distrito Federal pediu a condenação por 17 casos de maus-tratos, com aplicação de agravantes. A promotoria quer que a pena seja calculada individualmente por cada animal, o que pode elevar a punição para mais de 20 anos de prisão.
Além disso, também foi solicitada a proibição definitiva de guarda de animais, pagamento de multa e reparação por danos.
A defesa do psicólogo afirma que a inocência será comprovada ao longo do processo. Em nota, o advogado declarou confiar que a decisão final reconhecerá a ausência de responsabilidade do acusado.
Independentemente do resultado, o caso ainda poderá ser levado a instâncias superiores por meio de recursos.
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