Deputados da oposição pedem investigação e até prisão do ministro do STF, enquanto parlamentares de outros partidos cobram transparência e discutem regras éticas para a Corte
Publicado 6 de março de 2026 às 18:45
A divulgação de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro que mencionam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes provocou forte reação no Congresso Nacional e ampliou a pressão política sobre o magistrado. Parlamentares da oposição pedem investigação sobre o caso, enquanto deputados de diferentes partidos defendem mais transparência e regras éticas para a Corte.
Os registros teriam sido encontrados no celular de Vorcaro, analisado em investigação da Polícia Federal. Parte das mensagens indicaria contatos com Moraes em novembro de 2025, período em que o banqueiro foi alvo de operação policial.
Deputados da oposição criticaram a situação e cobraram responsabilização. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que Moraes deveria responder judicialmente pelas acusações. Já o líder da minoria na Câmara, Gustavo Gayer (PL-GO), questionou informações sobre um contrato entre o banco ligado a Vorcaro e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, citado em reportagens da imprensa.
Outros parlamentares também defenderam que os fatos sejam esclarecidos pelas instituições. O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) afirmou que o caso precisa de investigação por órgãos como o Congresso e a Procuradoria-Geral da República.
As mensagens divulgadas indicariam ainda consultas feitas por Vorcaro ao ministro sobre temas diversos, incluindo um fórum jurídico realizado em Londres em 2024. Para manter o sigilo, parte das conversas teria sido enviada por meio de imagens de textos com recurso de visualização única.
A repercussão do caso também abriu um debate político sobre regras de conduta no Supremo. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) defendeu a criação de um código de ética específico para o STF, enquanto o líder do PSOL na Câmara, Tarcísio Motta (RJ), afirmou que todas as suspeitas precisam ser apuradas com transparência para preservar a confiança nas instituições.
No Congresso, parlamentares também articulam a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Já existem dois pedidos protocolados — um na Câmara e outro no Congresso —, mas a instalação da comissão ainda enfrenta resistência da cúpula do Legislativo.
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