Decisão histórica do TJRN impede cobrança excessiva de plano de saúde e assegura que criança com autismo tenha acesso contínuo a terapias essenciais. | Foto: Reprodução
Tribunal de Justiça do RN rejeitou recurso da operadora e determinou que coparticipação não pode ultrapassar valor da mensalidade, protegendo continuidade terapêutica de criança com TEA
Publicado 12 de fevereiro de 2026 às 13:35
O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) decidiu limitar a cobrança de coparticipação de um plano de saúde, garantindo o tratamento contínuo de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A 2ª Câmara Cível rejeitou recurso da operadora, que questionava decisão anterior que suspendia boletos e restringia os valores cobrados.
A mãe da criança ajuizou ação de obrigação de fazer após receber cobranças de coparticipação muito acima da mensalidade contratada. O valor exigido pelo plano ultrapassava R$ 6 mil, enquanto a mensalidade girava em torno de R$ 287,26, configurando desvantagem exagerada e onerosidade excessiva, segundo o TJRN.
A operadora argumentou que a cobrança estava prevista no contrato, que estabelece limites por procedimento, e não por teto mensal. No entanto, a relatora do recurso, desembargadora Berenice Capuxu, destacou que a cobrança não pode inviabilizar o acesso aos serviços contratados, conforme previsto na Lei nº 9.656/1998.
“É admissível a coparticipação, mas não quando compromete o tratamento de saúde do consumidor”, afirmou a magistrada. Ela reforçou que cláusulas abusivas devem ser analisadas à luz do Código de Defesa do Consumidor (CDC), principalmente quando restringem severamente o acesso a terapias essenciais.
O tribunal ainda esclareceu que a decisão não envolve direito da clínica ou de terceiros, mas protege diretamente o paciente e garante a continuidade das terapias contratadas, evitando interrupções que possam prejudicar a criança.
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias