Higiene íntima, vacinação contra o HPV e diagnóstico precoce estão entre as principais formas de evitar um câncer que ainda mutila milhares de brasileiros. | Foto: Reprodução

Cotidiano

Saúde Câncer de pênis leva à amputação de quase 3 mil homens no Brasil em cinco anos

Doença rara, mas evitável, também provocou mais de 2,3 mil mortes entre 2021 e 2025, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde

por: NOVO Notícias

Publicado 7 de fevereiro de 2026 às 12:50

Quase três mil homens tiveram o pênis amputado no Brasil entre 2021 e 2025 em decorrência do câncer de pênis, uma doença considerada rara, mas amplamente evitável. No mesmo período, mais de 2,3 mil pessoas morreram em consequência do tumor, conforme dados do Ministério da Saúde, o que reacende o alerta para prevenção, diagnóstico precoce e informação básica sobre saúde masculina.

Apesar da gravidade dos números, especialistas destacam que o câncer de pênis está fortemente associado a fatores evitáveis. Falhas na higiene íntima, infecção pelo vírus HPV e dificuldade de limpeza adequada da região genital estão entre as principais causas que favorecem o surgimento da doença.

Segundo médicos oncologistas, a falta de cuidados diários permite o acúmulo de secreções sob o prepúcio, o que pode provocar inflamações crônicas e alterações no tecido. Com o tempo, essas lesões podem evoluir para tumores, principalmente quando não são identificadas e tratadas precocemente.

Como prevenir

A Sociedade Brasileira de Urologia orienta que a prevenção passa por medidas simples e acessíveis. A higiene correta do pênis, com água e sabão, puxando o prepúcio para limpeza da glande, deve ser feita diariamente e após relações sexuais. A vacinação contra o HPV, disponível no SUS para públicos específicos e na rede privada para todas as idades, também é fundamental.

Em casos em que o prepúcio impede a higienização adequada, a postectomia — cirurgia para retirada dessa pele — pode ser indicada. O uso de preservativo ajuda a reduzir o risco de infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o HPV, principal fator associado ao câncer de pênis.

Sinais de alerta

A incidência da doença aumenta com a idade, especialmente entre homens de 50 a 70 anos, mas especialistas reforçam que qualquer alteração deve ser investigada, independentemente da faixa etária. Feridas que não cicatrizam, caroços persistentes, secreção com odor forte, áreas avermelhadas ou endurecidas, sangramentos e coceira contínua estão entre os sinais mais comuns.

Ao perceber qualquer mudança, a recomendação é procurar atendimento médico o quanto antes. Quando o câncer é diagnosticado no início, a maioria dos casos pode ser tratada sem a necessidade de amputação total, preservando o órgão e a qualidade de vida do paciente.

Diagnóstico precoce faz diferença

Médicos reforçam a importância do autoexame como hábito de cuidado. Observar regularmente a região íntima, retraindo o prepúcio e ficando atento a qualquer alteração, pode ser decisivo para identificar o problema ainda em estágio inicial e evitar consequências graves.

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