Inadimplência condominial atingiu um recorde de 11,95% no primeiro semestre de 2025. Foto: Reprodução

Inadimplência condominial atingiu um recorde de 11,95% no primeiro semestre de 2025. Foto: Reprodução

Economia

Devedores Quase 33% das taxas de condomínio no RN estão atrasadas, diz levantamento

O estado registra taxa de 32,83% de atrasos superiores a 30 dias, a maior do país. O cenário reflete a desorganização financeira das famílias e impacta a manutenção dos serviços

por: NOVO Notícias

Publicado 19 de janeiro de 2026 às 17:00

O Rio Grande do Norte apresenta a maior taxa de inadimplência condominial do país, com 32,83% das taxas registrando atraso superior a 30 dias. O dado faz parte do Censo Condominial 2025/26, que revela um cenário crítico para os gestores potiguares. O índice compromete o caixa, limita investimentos em manutenção e pode restringir serviços essenciais.

O levantamento aponta que o nível elevado de inadimplência no estado reflete uma tendência nacional, mas agravada por realidades econômicas locais. Em comparação, Santa Catarina tem o menor índice do Brasil, com apenas 3,34% de atrasos. No Nordeste, a média regional é de 13,52%, bem abaixo do patamar do RN.

Nacionalmente, a inadimplência condominial atingiu um recorde de 11,95% no primeiro semestre de 2025. Esse aumento acompanha a desorganização financeira das famílias brasileiras, que também registraram o maior percentual histórico de contas em atraso geral (30,5%).

O estudo mostra ainda disparidades regionais acentuadas. Enquanto a região Norte lidera com 18,44% de inadimplência, o Sul mantém os menores índices, com 9,45%. Entre os grandes polos, o Rio de Janeiro se destaca negativamente com 17,42% de atrasos, seguido pelo Rio Grande do Sul e São Paulo.

O Censo Condominial também traz dados sobre o mercado de trabalho no setor. O Brasil possui mais de 500 mil pessoas atuando na área e a remuneração média dos síndicos é de R$ 1.520. Especialistas sugerem a profissionalização da gestão como caminho para lidar com conflitos e melhorar a saúde financeira dos condomínios.

O Rio Grande do Norte conta com 2.466 condomínios ativos registrados e se destaca pela valorização dos gestores condominiais. A média salarial para síndicos no estado é de R$ 2.243, figurando entre as mais altas da região Nordeste, atrás apenas do Maranhão e da Bahia.

Especialistas associam essa remuneração elevada à presença de empreendimentos de maior porte no estado. Condomínios maiores demandam estratégias de gestão e arrecadação mais complexas para lidar com o alto volume de unidades, o que impulsiona a busca por profissionais qualificados.

O valor médio da taxa condominial no Brasil subiu para R$ 516 no primeiro semestre de 2025, um aumento acumulado de 24,9% em relação ao mesmo período de 2020, quando era de R$ 413. Os dados fazem parte do Censo Condominial 2025/26, consolidado com informações do IBGE, Receita Federal e da plataforma uCondo.

O levantamento revela que a inadimplência com mais de 30 dias de atraso atingiu 11,95% no mesmo período, o maior patamar da série analisada. A região Norte lidera o índice de atrasos com 18,44%, seguida pelo Nordeste com 13,52%. Já o Sul apresenta a menor taxa, com 9,45%.

O aumento das despesas impacta o caixa dos condomínios, dificultando a manutenção e o cumprimento de contratos. Especialistas recomendam um planejamento orçamentário mais rigoroso e o reforço do fundo de reserva para evitar repasses abruptos aos moradores.

O estudo também aborda a convivência com animais de estimação. Cerca de um em cada 10 apartamentos possui pet cadastrado, sendo 66,4% cães e 30,9% gatos. A gestão de conflitos é outro ponto de atenção, com mais de 308 mil chamados registrados em 2025, liderados por solicitações administrativas e reclamações.

Aluguel em Natal sobe 10,13% em 2025

O preço do aluguel residencial em Natal encerrou 2025 com uma valorização acumulada de 10,13%, segundo o Índice FipeZAP de Locação. O valor médio do metro quadrado na capital potiguar atingiu R$ 40,61 em dezembro, mês que registrou uma alta de 2,48%. O bairro de Petrópolis se destacou com o maior aumento anual, de 27,6%.

Ponta Negra continua sendo o bairro com o metro quadrado mais caro para alugar na capital potiguar, custando em média R$ 51,3/m²

Em contrapartida, os bairros de Tirol, Neópolis e Nova Descoberta apresentaram desvalorização nos preços, com quedas de 1,3%, 3,3% e 8,8%, respectivamente. A rentabilidade média do aluguel (rental yield) na cidade fechou o ano em 7,64%.

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