Arena das Dunas - Foto: George Fernandes
A Arena das Dunas acionou o Vasco da Gama na Justiça para cobrar a devolução de R$ 700 mil. O valor é referente a um adiantamento pago para a realização de um amistoso contra o Montevideo Wanderers, do Uruguai, que deveria ter ocorrido em Natal no dia 5 de julho do ano passado, mas foi cancelado na véspera. A administração do estádio acusa o clube carioca de “enriquecimento ilícito”.
Apuração da ESPN mostra que o acordo previa pagamento total de R$ 1 milhão ao Vasco pela partida válida pela “Vitória Cup”, uma competição amistosa. Segundo a Arena, R$ 700 mil foram pagos de forma adiantada, e, ao cobrar a devolução do dinheiro, a administração do estádio diz que o clube não apenas se recusou, mas passou a exigir o pagamento dos outros R$ 300 mil “como se a partida tivesse sido realizada”.
Em sua petição, a Arena classifica a postura do clube como “inaceitável” e “oportunista”, argumentando que o Vasco pretende lucrar sem ter prestado o serviço, causando um desfalque nas contas do estádio. “Permitir que o Vasco se aproprie de tal valor seria chancelar o lucro indevido e penalizar a Arena”, afirma a administração, que pede à Justiça a restituição dos R$ 700 mil e a isenção do pagamento da parcela restante.
Defesa do Vasco
Em resposta à ESPN, o Vasco da Gama alega que o cancelamento foi motivado por um “descumprimento contratual” por parte da Arena das Dunas e da Liga Universitária Brasil, organizadoras do evento. O clube sustenta que os responsáveis não apresentaram as garantias exigidas no acordo e falharam na obrigação essencial de assegurar a presença do adversário na data acordada.
Em posicionamento oficial, o clube carioca reforçou que os prejuízos suportados pelo Vasco devido ao inadimplemento contratual dos organizadores serão discutidos oportunamente na esfera judicial.
Em decisão inicial, a Justiça rejeitou o pedido de tutela cautelar de arresto (bloqueio imediato de valores) formulado pela Arena das Dunas. O magistrado determinou que o Vasco apresente sua defesa e solicitou que ambas as partes avaliem a possibilidade de um acordo para resolver a questão.
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