O mundo registra novo recorde de calor e cientistas reforçam alerta sobre impactos do aquecimento global, que seguem acelerando e ameaçam intensificar secas, queimadas e chuvas extremas. | Foto: Freepik
O planeta continua a registrar níveis alarmantes de calor. Dados divulgados nesta quarta-feira (14) pelo observatório europeu Copernicus mostram que 2025 foi o terceiro ano mais quente da história, marcando a 11ª vez consecutiva que as temperaturas globais batem recordes históricos. A temperatura média global chegou a 14,97°C, apenas 0,13°C abaixo do recorde de 2024, considerado o ano mais quente já registrado.
Comparado aos níveis pré-industriais (1850-1900), o aumento foi de 1,47°C, próximo ao limite de 1,5°C definido pelo Acordo de Paris para evitar impactos climáticos mais graves. O levantamento aponta que janeiro de 2025 foi o mais quente da história para o mês, enquanto março, abril e maio ficaram em segundo lugar entre os mais quentes já registrados. Todos os meses, exceto fevereiro e dezembro, superaram qualquer registro anterior a 2023.
Nas regiões tropicais, a temperatura do ar e do mar foi menor do que nos últimos dois anos, mas ainda acima da média histórica. Já as áreas polares registraram temperaturas extremas: a Antártica teve seu ano mais quente, e o Ártico registrou o segundo ano mais quente da série histórica.
Além disso, temperaturas recordes foram observadas em regiões do noroeste e sudoeste do Pacífico, nordeste do Atlântico e Ásia Central. Na Europa, 2025 também figura como o terceiro ano mais quente, com março sendo o mês mais escaldante do continente.
Pesquisadores apontam que o aumento contínuo das temperaturas é resultado direto das atividades humanas, especialmente a emissão de gases de efeito estufa, como dióxido de carbono, proveniente da queima de combustíveis fósseis. Esse efeito retém calor na atmosfera e eleva a temperatura global.

O fenômeno El Niño e outras variações oceânicas também contribuíram para águas mais quentes, intensificando o aquecimento. Outros fatores incluem mudanças em aerossóis, baixa cobertura de nuvens e alterações na circulação atmosférica.
Segundo o Copernicus, se o ritmo atual de aquecimento continuar, o planeta pode atingir o limite de 1,5°C antes de 2030 — mais de uma década antes do previsto. Esse cenário preocupa especialistas, que alertam para o aumento de secas, queimadas e chuvas extremas, com impactos diretos na vida humana e no meio ambiente.
“A atmosfera está nos enviando uma mensagem, e precisamos ouvir”, afirmou Laurence Rouil, diretor do Serviço de Monitoramento da Atmosfera do Copernicus. Ele destacou a importância de monitorar gases de efeito estufa, aerossóis e outros indicadores climáticos para que governos e sociedades possam tomar decisões rápidas e eficazes.
O relatório reforça que a ação imediata contra as emissões é essencial para conter os efeitos mais extremos do aquecimento global.
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