Rafael Motta comentou a eleição de 2022 durante entrevista ao programa Repórter 98, da 98FM Natal. | Foto: Mayane Lins/98FM Natal
Em entrevista a rádio de Natal, pré-candidato ao Senado pelo PDT afirma que envio de recursos federais ao estado influenciou o resultado da disputa
Publicado 10 de abril de 2026 às 09:10
O pré-candidato ao Senado pelo PDT, Rafael Motta, afirmou que o senador Rogério Marinho (PL) “comprou o mandato” ao comentar o cenário da eleição de 2022 no RN. A declaração foi feita durante entrevista à 98FM Natal nesta quinta-feira (9), ao analisar, segundo ele, os fatores que influenciaram o resultado da disputa naquele ano.
Rafael citou a atuação de Rogério no período em que era ministro do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que houve uma “disputa desleal” no processo eleitoral. De acordo com o pedetista, o envio de recursos federais ao estado teria influenciado o ambiente da campanha. “Rogério simplesmente despejou bilhões de reais aqui no RN”, declarou.
O pré-candidato também comparou a atuação dos dois durante o período eleitoral. Segundo ele, houve diferença no volume e no alcance dos recursos destinados. “Enquanto eu mandava uma emenda para um prefeito, ele mandava um trator para um suplente de vereador”, disse.
Rafael afirmou ainda que, na avaliação dele, fatores estruturais e o volume de investimentos federais destinados ao estado naquele período tiveram impacto no cenário da disputa eleitoral. A declaração ocorreu quando ele foi questionado sobre a estratégia adotada pela esquerda na eleição de 2022, que teve duas candidaturas ao Senado: a dele e a de Carlos Eduardo (aliados apontam a divisão como um dos fatores que contribuíram para o resultado da disputa).
Ele contestou essa interpretação e afirmou que o cenário eleitoral era mais complexo. Segundo ele, não seria possível considerar que os votos de candidatos que não venceram migrariam automaticamente para um único nome.
E também afirmou que sua base eleitoral reunia perfis distintos de eleitores, incluindo grupos de centro e ligados a lideranças municipais. “Não é tão simples somar os porcentuais daqueles que não votaram no candidato que venceu e dizer que esses votos iriam para um candidato da esquerda”, afirmou.
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