Imagens flagram enorme quantidade de peixes mortos flutuando no Açude do Governo, em Currais Novos. | Foto: Reprodução/Fabiano Ferreira

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Meio ambiente VÍDEO: Peixes aparecem mortos em açude com apenas 16% da capacidade no Seridó; Igarn suspeita de falta de oxigênio

Com apenas 16% do volume total, Açude do Governo registrou o problema nesta semana; prefeitura acionou a Vigilância Sanitária para avaliar o manancial

por: NOVO Notícias

Publicado 5 de junho de 2026 às 12:09

Uma grande quantidade de peixes mortos foi registrada nos últimos dias no Açude do Governo, em Currais Novos, no Seridó. As imagens chamaram a atenção dos moradores e acenderam um alerta, já que o reservatório, que possui capacidade para receber mais de 3,8 milhões de metros cúbicos de água, está com apenas 16% da capacidade total de armazenamento. O caso está sob investigação do Instituto de Gestão das Águas do Estado (Igarn), em conjunto com órgãos municipais e ambientais.

Imagens divulgadas pelo perfil Fabiano Ferreira mostram uma extensa “mancha” formada pelos animais mortos na superfície da água. O caso passou a ser acompanhado pelo Instituto de Gestão das Águas do Estado do RN (Igarn), responsável pelo monitoramento do manancial.

Em nota oficial, o Igarn informou que tomou conhecimento da ocorrência nesta quarta-feira (3) e já manteve contato com a Prefeitura de Currais Novos para acompanhar a situação. O município mobilizou equipes da Vigilância Sanitária para identificar as possíveis causas do evento e adotar as primeiras providências.

Na próxima segunda-feira (8), o órgão estadual deve retomar o diálogo com a prefeitura e com o Idema para um acompanhamento conjunto.

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Segundo o Igarn, as imagens e vídeos analisados até o momento não permitem um diagnóstico totalmente conclusivo, por isso, os técnicos observaram indícios de redução dos níveis de oxigênio dissolvido na água, um fenômeno que pode estar associado ao processo de eutrofização (excesso de nutrientes que sufoca o ambiente aquático).

A confirmação real das causas dependerá de vistorias in loco e de análises detalhadas da qualidade da água. O órgão disse também que o reservatório não é usado para o abastecimento humano da população local, mas para atividades agropecuárias na região e para a pesca.

O Igarn finalizou reforçando a importância de que a população e os municípios façam comunicações oficiais céleres sobre desastres ambientais dessa natureza para garantir a atuação técnica adequada.