Lula durante reunião ministerial no Palácio do Planalto | Foto: Reprodução

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Economia VÍDEO: Lula reage a ameaça de taxa dos EUA e dispara: “Vamos vender para quem quiser”

Presidente afirmou a ministros que o Brasil não deve aceitar o tratamento dado pelos EUA após proposta de novas tarifas sobre produtos brasileiro

por: NOVO Notícias

Publicado 3 de junho de 2026 às 14:52

O presidente Lula (PT) afirmou a ministros que o Brasil não deve aceitar o tratamento imposto pelos Estados Unidos após a proposta norte-americana de ampliar tarifas sobre produtos brasileiros. Em reunião ministerial, o presidente disse que, se os EUA não quiserem comprar ou investir, o país deve buscar alternativas no mercado internacional.

“Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar”, declarou Lula ao comentar a postura do governo do presidente Donald Trump diante das negociações comerciais entre os dois países.

Segundo informações divulgadas pelo UOL, os EUA sugeriram tarifas de até 37,5% sobre alguns produtos brasileiros, alegando práticas comerciais consideradas “irrazoáveis”. O governo brasileiro avalia, porém, que um dos principais focos da pressão americana seria o Pix, citado diversas vezes no relatório do USTR, órgão de comércio dos Estados Unidos.

Durante a reunião, Lula afirmou que pretende cobrar uma resposta do governo norte-americano e disse que poderá enviar uma nova carta a Trump contestando os anúncios feitos por Washington.

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O presidente também criticou a forma como os EUA conduziram as comunicações sobre o tema e afirmou que o Brasil participou das negociações desde os primeiros movimentos diplomáticos entre os dois governos.

Além das tarifas, os Estados Unidos sugeriram uma cobrança adicional de 12,5% sobre produtos ligados, segundo o relatório, a mercadorias produzidas com trabalho forçado. O documento aponta supostas falhas na fiscalização brasileira sobre esse tipo de importação.

Lula ainda admitiu surpresa com o rumo das negociações. Segundo ele, após encontro recente com Trump, a expectativa do governo brasileiro era de uma nova fase nas relações bilaterais, com tentativa de reduzir entraves comerciais entre os países.

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