Caso mobilizou força-tarefa da Polícia Civil e encerra mais de um mês de buscas pela corretora de imóveis. | Foto: Divulgação/PCGO

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Investigação VÍDEO: Corpo de corretora desaparecida é encontrado e polícia prende síndico e filho em Caldas Novas

Vítima sumiu após descer ao subsolo do prédio onde morava; investigação aponta falhas nas câmeras e conflito judicial prévio

por: NOVO Notícias

Publicado 28 de janeiro de 2026 às 09:49

O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi localizado em uma área de mata em Caldas Novas, no sul de Goiás, e a Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (28), dois suspeitos de envolvimento no crime. A vítima estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, quando saiu de seu apartamento para verificar uma queda de energia no prédio onde morava.

Os presos são o síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira. Ambos foram detidos após a conclusão de uma série de diligências técnicas realizadas pela força-tarefa que apurava o caso.

Daiane foi vista pela última vez ao descer até o subsolo do edifício. Imagens do sistema de segurança mostram a corretora entrando no elevador e conversando com o porteiro sobre a falta de luz no apartamento. No momento em que ela retorna ao subsolo, há uma interrupção de cerca de dois minutos nas gravações.

Desde então, não há registros que indiquem a saída da vítima do condomínio nem seu retorno ao apartamento. Segundo a polícia, essa falha no sistema de monitoramento se tornou um dos principais pontos analisados durante a investigação.

Outro elemento que reforçou a suspeita de crime foi o comportamento incomum em relação ao celular. A corretora costumava gravar vídeos do próprio trajeto e enviá-los a uma amiga. Um dos registros, feito já no subsolo do prédio, nunca chegou a ser entregue.

Familiares relataram que Daiane não demonstrava intenção de sair naquele momento. Ela vestia roupas simples, deixou a porta destrancada e não levou objetos pessoais. A corretora também tinha uma viagem marcada para Uberlândia (MG) no período do Natal, mas não embarcou nem voltou a fazer contato.

Diante da ausência de sinais de vida, o caso passou a ser tratado como homicídio e foi assumido pelo Grupo de Investigação de Homicídios, com apoio do Grupo de Investigação de Desaparecidos e da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios.

Segundo a investigação, foi o próprio Cléber quem levou os policiais até a área de mata onde o corpo da vítima havia sido deixado. No local, os policiais encontraram o corpo em estágio avançado de decomposição. | Imagens: Divulgação/PCGO

Conflitos anteriores

A polícia também apurou que Daiane mantinha disputas judiciais com o síndico do condomínio. Ao todo, ela havia movido 12 ações nas esferas cível e criminal. Onze processos seguem em tramitação. O Ministério Público de Goiás confirmou a existência das ações, mas informou que os fatos são anteriores ao desaparecimento e que, até o momento, não há vínculo comprovado entre os litígios e o crime.

Segundo a Polícia Civil, as prisões ocorreram após o cruzamento de dados, oitivas e análises técnicas realizadas ao longo do inquérito. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do crime e a participação de outros possíveis envolvidos.

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