Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Foto: Cícero Oliveira/UFRN

Cotidiano

Inclusão UFRN realiza campanha de enfrentamento à violência contra a mulher

A proposta é dar visibilidade aos tipos de violência sofridos pelas mulheres, bem como às formas de acolhimento às vítimas e aos canais de recebimento de denúncias na UFRN

por: NOVO Notícias

Publicado 5 de março de 2026 às 15:00

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realiza, no mês de março, uma campanha de enfrentamento à violência contra a mulher, com o slogan Você não está só: a UFRN está com você. A campanha será lançada em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, com divulgação nas redes sociais. Ao longo do mês, também serão publicados vídeos e materiais informativos sobre a temática.

A ação é idealizada pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp), com a participação do Comitê UFRN com Diversidade, da Superintendência de Comunicação (Comunica), da Ouvidoria da UFRN e do Núcleo de Apoio às Pessoas em Situação de Violência da UFRN. A proposta é dar visibilidade aos tipos de violência sofridos pelas mulheres, bem como às formas de acolhimento às vítimas e aos canais de recebimento de denúncias na UFRN. A iniciativa também busca promover reflexões sobre os deveres da Universidade e sobre como agir ao suspeitar que alguma colega seja vítima de violência.

Como ponto central da iniciativa, haverá a formalização do Pacto Institucional em Defesa das Mulheres, proposto pelo Comitê UFRN com Diversidade. O documento propõe à gestão central a assinatura de uma carta de compromisso voltada à adoção de novas medidas de enfrentamento à violência contra as mulheres. O pacto reúne 23 ações estruturantes, entre elas a criação de um protocolo institucional da UFRN com perspectiva de gênero, aplicável aos Processos Administrativos Disciplinares (PADs). A assinatura do documento acontecerá no dia 20 de março, às 10h, na Sala dos Colegiados da UFRN.

A campanha foi idealizada com base na Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no âmbito da UFRN e no Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio. Entre os resultados desse pacto está a publicação de uma Portaria Conjunta do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e do Ministério das Mulheres, que garante o direito à remoção, à redistribuição e à movimentação de mulheres — bem como de homens que estejam em relação homoafetiva — em situação de violência doméstica e familiar.

A pró-reitora de Gestão de Pessoas da UFRN, Mirian Dantas dos Santos, destaca que a campanha contribui para chamar a atenção para o machismo estrutural ainda presente na sociedade, no qual frequentemente se buscam justificativas para culpabilizar a mulher pela violência sofrida. “É preciso mudar a forma como essas questões são tratadas, com os olhos voltados para as vítimas e para o sofrimento por elas vivenciado, de modo que haja uma condução de processos mais reparadora e com maior proteção às mulheres”, defende.

De acordo com a presidente do Comitê UFRN com Diversidade, Mariana de Siqueira, a instituição possui deveres normativos, mas pode ir além ao promover um ambiente seguro para as mulheres. “Iremos propor medidas concretas, alinhadas à estrutura disponível e à realidade orçamentária, para que a UFRN avance na resolução, na redução e na prevenção da violência contra as mulheres no ambiente universitário”, destaca. A docente ressalta que trazer a instituição para o debate sobre essa temática abre oportunidades para que novas ações de curto e médio prazo sejam implementadas.

Para o reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, as questões sociais abordadas na campanha também atravessam o ambiente universitário. Nesse sentido, ao longo dos anos, a UFRN tem atuado, interna e externamente, com o objetivo de construir espaços seguros e de bem-estar para todas as pessoas, tendo como valores basilares o respeito, a diversidade e o combate às violências. “Ainda temos muito a avançar. A campanha promovida pela Progesp é mais um passo importante que nossa instituição dá, especialmente para a proteção das mulheres da nossa comunidade universitária”, considera.

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