O professor do ICe- UFRN, Claudio Queiroz, explicou que as plantas passam por diversas etapas durante o cultivo. Foto: Williane Silva
“Após passarmos por um rigoroso processo junto à Anvisa, ver o início do cultivo da cannabis acontecendo no Instituto do Cérebro representa um passo importante para o avanço da pesquisa desenvolvida na UFRN e um marco histórico para a ciência brasileira”, avaliou o reitor José Daniel Diniz Melo
Publicado 13 de fevereiro de 2026 às 15:43
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi a primeira instituição do país a conquistar a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para cultivo controlado e processamento da planta cannabis para fins de pesquisa científica.
Nesse sentido, com o início do plantio, o reitor José Daniel Diniz Melo visitou, na manhã desta sexta-feira, 13, o laboratório do Instituto do Cérebro (ICe-UFRN) que conduz os projetos de pesquisa para avaliação da eficácia e da segurança de combinações da substância.
Atualmente, o ICe-UFRN tem mudas plantadas, com séries diferentes de fitocanabinoides. O professor do ICe- UFRN, Claudio Queiroz, explicou que as plantas passam por diversas etapas durante o cultivo, que começa com a plantação, a realização de podas para clonagem do vegetal, a floração e, por fim, a extração dos fitocanabinoides, que serão analisados em pesquisas científicas, nos campos da epilepsia, zumbidos, autismo, sono e dor.
Para o reitor Daniel Diniz, o início do cultivo controlado da cannabis simboliza um progresso na história da produção de conhecimento científico do país sobre o tema. “Após passarmos por um rigoroso processo junto à Anvisa, ver o início do cultivo da cannabis acontecendo no Instituto do Cérebro representa um passo importante para o avanço da pesquisa desenvolvida na UFRN e um marco histórico para a ciência brasileira”, considera o gestor.
Além dor reitor, a visita também contou com as participações da pró-reitora de Pesquisa (Propesq-UFRN), Silvana Zucolotto, e do diretor da Agência de Inovação (Agir-UFRN), Jefferson Oliveira, e a chefe de Gabinete da Reitoria, Magda Pinheiro.
Histórico
Em 2020, a UFRN iniciou o processo para liberação, junto à Anvisa, do cultivo controlado e processamento da planta cannabis para pesquisa científica. Do ponto de vista prático, o órgão de vigilância sanitária autorizou a UFRN a importar, armazenar e germinar sementes da planta cannabis, bem como cultivá-la, por meio de sistema controlado, na modalidade indoor (ambiente fechado).
O ICe-UFRN conduz projetos de pesquisa pré-clínica para avaliação da eficácia e segurança de combinações de fitocanabinóides, no manejo de sinais e sintomas associados a distúrbios neurológicos e psiquiátricos.
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