Protestos contra a crise econômica se espalham pelo Irã, deixam mortos e elevam o risco de uma nova escalada internacional. | Foto: Reprodução

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Tensão internacional Trump faz ameaça direta ao Irã após protestos deixarem mortos e país entrar em ebulição

Presidente dos EUA diz que pode agir se regime iraniano continuar reprimindo manifestantes em meio à crise econômica

por: NOVO Notícias

Publicado 2 de janeiro de 2026 às 13:45

A crise interna no Irã ganhou um novo e delicado capítulo nesta semana e passou a preocupar o cenário internacional. Após ao menos sete pessoas morrerem durante uma onda de protestos no país, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma ameaça direta ao regime iraniano e afirmou que poderá intervir caso a repressão avance.

As manifestações começaram no último domingo (28), em Teerã, e rapidamente se espalharam por outras cidades. Os atos são motivados pelo agravamento da crise econômica, que tem pressionado o custo de vida da população e ampliado o descontentamento social.

Diante da escalada da violência, Trump usou sua rede social, a Truth Social, para se posicionar. O presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos estão prontos para agir se o governo iraniano continuar, segundo ele, a “atirar e matar manifestantes pacíficos”.

A declaração elevou o tom diplomático em um momento já marcado por tensão entre os dois países, especialmente em razão das sanções internacionais impostas ao Irã por causa de seu programa nuclear.

Protestos e repressão

De acordo com a imprensa internacional, pelo menos duas mortes foram registradas na cidade de Lordegan, no sudoeste do país. Outras fatalidades ocorreram em diferentes regiões, enquanto os protestos se multiplicavam.

A mídia local informou ainda que cerca de 30 pessoas foram presas sob suspeita de crimes contra a ordem pública. O governo iraniano não divulgou um balanço oficial detalhado das ocorrências.

Apelo por mudança

Em meio às manifestações, o príncipe herdeiro Reza Ciro Pahlavi se pronunciou e classificou os protestos como o início de uma “revolução nacional”. Exilado nos Estados Unidos desde o fim da década de 1970, ele convocou a população iraniana a manter a pressão contra o regime do aiatolá Ali Khamenei.

Reza Pahlavi é filho do último xá do Irã, Reza Pahlavi, que governou o país entre 1941 e 1979, antes de ser deposto após uma revolução popular.

Sinal de diálogo

Apesar do cenário de instabilidade, o atual presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, adotou um tom mais conciliador. Em comunicado divulgado na rede social X, ele afirmou ter orientado o ministro do Interior a ouvir as “reivindicações legítimas” dos manifestantes por meio do diálogo.

O posicionamento ocorre em um contexto de forte pressão externa e interna, com o país enfrentando sanções, dificuldades econômicas e agora uma crescente mobilização popular.

O desdobramento dos protestos e a resposta do governo iraniano devem definir os próximos passos de uma crise que já ultrapassou as fronteiras do país e entrou no radar das grandes potências.

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