Protestos contra a crise econômica se espalham pelo Irã, deixam mortos e elevam o risco de uma nova escalada internacional. | Foto: Reprodução
A crise interna no Irã ganhou um novo e delicado capítulo nesta semana e passou a preocupar o cenário internacional. Após ao menos sete pessoas morrerem durante uma onda de protestos no país, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma ameaça direta ao regime iraniano e afirmou que poderá intervir caso a repressão avance.
As manifestações começaram no último domingo (28), em Teerã, e rapidamente se espalharam por outras cidades. Os atos são motivados pelo agravamento da crise econômica, que tem pressionado o custo de vida da população e ampliado o descontentamento social.
Diante da escalada da violência, Trump usou sua rede social, a Truth Social, para se posicionar. O presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos estão prontos para agir se o governo iraniano continuar, segundo ele, a “atirar e matar manifestantes pacíficos”.
A declaração elevou o tom diplomático em um momento já marcado por tensão entre os dois países, especialmente em razão das sanções internacionais impostas ao Irã por causa de seu programa nuclear.
De acordo com a imprensa internacional, pelo menos duas mortes foram registradas na cidade de Lordegan, no sudoeste do país. Outras fatalidades ocorreram em diferentes regiões, enquanto os protestos se multiplicavam.

A mídia local informou ainda que cerca de 30 pessoas foram presas sob suspeita de crimes contra a ordem pública. O governo iraniano não divulgou um balanço oficial detalhado das ocorrências.
Em meio às manifestações, o príncipe herdeiro Reza Ciro Pahlavi se pronunciou e classificou os protestos como o início de uma “revolução nacional”. Exilado nos Estados Unidos desde o fim da década de 1970, ele convocou a população iraniana a manter a pressão contra o regime do aiatolá Ali Khamenei.

Reza Pahlavi é filho do último xá do Irã, Reza Pahlavi, que governou o país entre 1941 e 1979, antes de ser deposto após uma revolução popular.
Apesar do cenário de instabilidade, o atual presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, adotou um tom mais conciliador. Em comunicado divulgado na rede social X, ele afirmou ter orientado o ministro do Interior a ouvir as “reivindicações legítimas” dos manifestantes por meio do diálogo.
O posicionamento ocorre em um contexto de forte pressão externa e interna, com o país enfrentando sanções, dificuldades econômicas e agora uma crescente mobilização popular.
O desdobramento dos protestos e a resposta do governo iraniano devem definir os próximos passos de uma crise que já ultrapassou as fronteiras do país e entrou no radar das grandes potências.
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