Toffoli enfrenta pressão crescente no Senado após revelações sobre seu vínculo com o dono do Banco Master, enquanto pedidos de impeachment se acumulam. | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Política

Judiciário Toffoli sob pressão: Senado já acumula 25 pedidos de impeachment

Maioria das representações ainda aguarda análise; três delas citam diretamente o Banco Master, investigado pela PF por fraude de bilhões

por: NOVO Notícias

Publicado 13 de fevereiro de 2026 às 11:22

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli acumula 25 pedidos de impeachment no Senado, incluindo três recentes ligados ao caso Banco Master, investigado pela Polícia Federal por suspeita de fraude de R$ 12 bilhões em CDBs. A pressão sobre o magistrado aumentou após a divulgação de conversas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Toffoli, encontradas em celulares apreendidos.

Os três pedidos mais recentes foram protocolados em janeiro e fevereiro de 2026 por cidadãos e ainda aguardam despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Além deles, quatro representações de 2025 também permanecem sem análise inicial, incluindo uma relacionada à suspensão de pagamento de multa bilionária aplicada à J&F, do grupo JBS, em acordo de leniência da Lava Jato.

Desde 1950, a lei prevê o impeachment de ministros do STF, mas nenhum processo chegou a ser concluído. Diferente do caso presidencial, onde a Câmara decide sobre a aceitação da denúncia, no caso de magistrados a decisão inicial é do Senado, cabendo ao seu presidente determinar o andamento ou arquivamento do pedido.

O envolvimento de Toffoli com o Banco Master reforça a atenção sobre os pedidos de impeachment. Ele é sócio da Maridt Participações, empresa da família, que realizou negociações com um fundo ligado ao banco, enquanto a Polícia Federal encontrou menções ao ministro nas mensagens de Vorcaro. Em resposta, o STF afirmou que não vê cabimento para suspeição, mas Toffoli decidiu deixar a relatoria do processo.

Pedidos antigos de 2015 a 2019 somam 16 representações, todas indeferidas na fase inicial. Dois processos de 2021 chegaram a tramitar na Advocacia-Geral do Senado, e em fevereiro de 2026 o Partido Novo anunciou nova representação, que ainda não foi formalmente protocolada no sistema da Casa.

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