Caso foi identificado no Hospital Central Coronel Pedro Germano, em Natal, e está sendo acompanhado pelas autoridades sanitárias. | Foto: Reprodução
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesap) confirmou um novo caso de contaminação pelo fungo Candida auris em Natal. O paciente foi identificado no Hospital Central Coronel Pedro Germano, o Hospital da PM, na zona Leste da capital. É o segundo registro do microrganismo no estado em 2026, o que mantém autoridades sanitárias em alerta para monitoramento e controle.
Segundo a Sesap, não foram divulgadas informações sobre idade ou sexo do paciente. O caso anterior havia sido confirmado no fim de janeiro, também na mesma unidade hospitalar da capital potiguar. A secretaria informou que as equipes seguem adotando protocolos de vigilância e controle recomendados para evitar a disseminação do fungo no ambiente hospitalar.
O Candida auris é considerado um fungo emergente que preocupa autoridades de saúde em todo o mundo. O microrganismo foi identificado pela primeira vez como causador de infecção em humanos em 2009, no Japão, e desde então tem sido registrado em diversos países, espalhando-se por praticamente todos os continentes.
Especialistas apontam que o Candida auris atua principalmente como um agente oportunista. Isso significa que o risco de infecção é maior em pessoas com sistema imunológico comprometido, especialmente pacientes hospitalizados ou submetidos a tratamentos prolongados.
Outro fator que aumenta a preocupação das autoridades sanitárias é a capacidade do fungo de permanecer em superfícies e ambientes hospitalares, o que exige medidas rigorosas de higiene, isolamento e monitoramento dentro das unidades de saúde.
De acordo com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e do Ministério da Saúde, algumas cepas do Candida auris podem apresentar resistência às principais classes de medicamentos antifúngicos utilizados no tratamento de infecções.
Essa característica torna o diagnóstico e o manejo clínico mais desafiadores. Além disso, a identificação do fungo exige métodos laboratoriais específicos, já que ele pode ser confundido com outras espécies de leveduras durante exames convencionais.
Estudos indicam que grande parte dos isolados do microrganismo apresenta resistência a pelo menos um dos antifúngicos mais utilizados, o que levou especialistas a classificá-lo como um “superfungo”. Por isso, autoridades de saúde reforçam a importância da vigilância epidemiológica e do monitoramento contínuo em hospitais e unidades de saúde.
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