Sesap investiga possível falha na limpeza do Hospital Central Coronel Pedro Germano após segundo caso de superfungo registrado na unidade em Natal. | Foto: Reprodução
A confirmação de um segundo caso do fungo Candida auris, conhecido como “superfungo”, no Hospital Central Coronel Pedro Germano, em Natal, levou a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) a abrir uma investigação interna para apurar possíveis falhas nos processos de limpeza e higienização da unidade. A suspeita foi mencionada na quinta-feira (5) pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta.
Segundo a Sesap, o novo paciente contaminado está internado no hospital desde dezembro. Durante esse período, ele foi submetido a três exames para detectar a presença do fungo. Os dois primeiros testes tiveram resultado negativo, enquanto o terceiro confirmou a infecção, indicando, de acordo com a análise da vigilância epidemiológica, que a contaminação pode ter ocorrido já dentro da unidade hospitalar.
Diante do caso, o secretário afirmou que a hipótese investigada é de contaminação cruzada, situação em que o microrganismo pode ser transferido por meio do contato indireto entre ambientes, superfícies ou pessoas que circulam no hospital. “Quando você tem os mecanismos de controle plenos, é esperado que não aconteça. Se aconteceu, é porque, em algum momento, a cadeia de limpeza não se deu da maneira adequada”, afirmou Alexandre Motta.
A Secretaria informou que o episódio está sendo analisado para identificar como ocorreu a transmissão do fungo. Inicialmente, existia a possibilidade de que o paciente tivesse chegado contaminado de outra unidade hospitalar. No entanto, após avaliação da vigilância epidemiológica, a Sesap passou a considerar que o contágio pode ter ocorrido no próprio ambiente hospitalar.
De acordo com o secretário, a análise aponta que a transmissão pode ter ocorrido por meio do contato indireto durante atividades dentro da unidade. “Aconteceu através do pessoal de apoio que atua no hospital. Ou seja, o fungo não voou. O fungo passou de pessoa a pessoa”, declarou.
Como medida imediata, o Governo do Rio Grande do Norte informou que reforçou a equipe responsável pela limpeza da unidade. O número de profissionais dedicados à higienização passou de 13 para 18, com o objetivo de ampliar a capacidade de desinfecção e reduzir o risco de novos casos.
Apesar da investigação em andamento, a Sesap afirmou que não há previsão de interdição total do hospital. A estratégia adotada será o isolamento de áreas específicas, além da intensificação dos protocolos de limpeza e desinfecção nos ambientes onde houve registro da infecção. O paciente permanece em acompanhamento dentro da unidade.
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