Sindicato dos Petroleiros do RN reage a declarações e ações atribuídas aos Estados Unidos e aponta o petróleo como eixo central da crise na Venezuela. | Foto: Reprodução
O Sindicato dos Petroleiros do RN (Sindipetro-RN) denunciou, nesta semana, o que classifica como uma ofensiva direta dos Estados Unidos para assumir o controle do petróleo da Venezuela. A avaliação foi feita pelo coordenador-geral da entidade, Marcos Brasil, que atribui à ação um caráter intervencionista e de ameaça à soberania dos países latino-americanos.
Segundo o sindicato, a operação militar atribuída aos EUA teria culminado na retirada forçada do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, em Caracas. Para a entidade, o episódio não deixa dúvidas sobre o objetivo central da ofensiva: o domínio sobre as reservas petrolíferas venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.
De acordo com Marcos Brasil, a situação se insere em um cenário de crescente tensão internacional e teria sido assumida publicamente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao declarar responsabilidade por uma “transição de governo” na Venezuela e ao mencionar a administração das reservas de petróleo do país. Para o dirigente sindical, as declarações reforçam o caráter intervencionista da ação.
“Ficamos muito indignados com esse ataque covarde dos Estados Unidos contra a soberania da Venezuela para roubar, usurpar o petróleo venezuelano, tratando a América Latina como propriedade dos Estados Unidos, desrespeitando tratados internacionais, o direito internacional e as normas da ONU”, afirmou Marcos Brasil.
Para o Sindipetro-RN, a ação dos EUA extrapola qualquer justificativa diplomática ou humanitária e funciona como um recado direto aos governos da região. Marcos Brasil avalia que a ofensiva sinaliza risco para outros países que não se alinhem aos interesses de Washington.
“Isso é um recado para toda a América Latina. O próximo pode ser qualquer país. Quem não se ajoelhar diante dos Estados Unidos pode ser alvo de ataques”.
A leitura do Sindipetro-RN acompanha manifestações registradas em diversos países desde o fim de semana. Atos públicos pedem a libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores e condenam o que os organizadores classificam como agressão externa e tentativa de controle das riquezas venezuelanas.
No RN, protestos ocorreram em Natal e Mossoró, reunindo movimentos populares, sindicatos, estudantes e organizações políticas. Os atos destacaram o papel estratégico do petróleo na disputa geopolítica e criticaram o que chamam de tentativa de recolonização da América Latina por meio da força militar e da pressão econômica.
Na avaliação do coordenador do Sindipetro-RN, a reação dos países latino-americanos deve passar pelo fortalecimento da integração regional e por alianças estratégicas internacionais. “O Brasil precisa se fortalecer, se unir aos países da América do Sul e ampliar parcerias, como no BRICS, para ter condições de resistir a esse tipo de ataque”, defendeu.
Para a entidade, o episódio na Venezuela não é isolado, mas parte de uma lógica histórica de intervenções associadas à disputa por recursos estratégicos. O sindicato avalia que o caso reacende alertas sobre a vulnerabilidade da soberania latino-americana e reforça a importância da mobilização social e da solidariedade internacional.
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