A greve não vai atingir as linhas operadas pelas empresas Cidade das Dunas, Via Sul, Santa Maria e Guanabara. Foto: Heilysmar Lima
De acordo com o vice-presidente do Sintro-RN, Arnaldo Dias, as linhas afetadas pela paralisação vão operar com uma frota de emergência de 30%. O percentual atende ao limite mínimo previsto na legislação
Publicado 9 de junho de 2026 às 18:16
O Sindicato dos Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro-RN) publicou, nesta terça-feira (9), o edital que oficializa a greve por tempo indeterminado dos trabalhadores do transporte intermunicipal de passageiros no Estado. A paralisação tem início previsto para esta quinta-feira (11), após o prazo legal de 72 horas da publicação do documento, assinado pelo presidente da entidade, Júnior Rodoviário.
De acordo com o vice-presidente do Sintro-RN, Arnaldo Dias, as linhas afetadas pela paralisação vão operar com uma frota de emergência de 30%. O percentual atende ao limite mínimo previsto na legislação para a continuidade de serviços considerados essenciais.
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A greve não vai atingir as linhas operadas pelas empresas Cidade das Dunas, Via Sul, Santa Maria e Guanabara. Segundo o sindicato, estas quatro companhias garantiram o cumprimento dos pontos negociados com a categoria e, por isso, continuarão funcionando normalmente.
Por outro lado, a paralisação vai afetar as linhas que atendem os municípios de Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu, Nísia Floresta e Pirangi, na Grande Natal, além das demais cidades do sistema intermunicipal do RN.
No edital, o sindicato pontua que a decisão foi tomada em assembleia geral após o Setrans e a Fetronor, que representam a classe empresarial, recusarem o dissídio econômico e as cláusulas sociais da negociação da data-base 2025/2026.
Embora o Sintro-RN informe que as empresas agendaram o pagamento do vale-alimentação para quinta-feira, a categoria exige a assinatura da convenção coletiva. “Estamos enviando para eles, para ver se eles vão assinar ou não. É o registro do que foi negociado, que eles estão dificultando assinar”, declarou Arnaldo Dias.
Em contrapartida, a Fetronor sustentou que o reajuste do vale-alimentação já está sendo pago. A federação empresarial atribui o impasse à dificuldade financeira enfrentada pelo setor para cumprir integralmente os termos do acordo sem apoio do poder público.
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