Protesto do Sindicato dos Bancários do RN será em frente à agência do Banco do Brasil. Foto: Google Maps

Protesto do Sindicato dos Bancários do RN será em frente à agência do Banco do Brasil. Foto: Google Maps

Cotidiano

Protesto Sindicato dos Bancários fará ato público em Natal contra reestruturação no Banco do Brasil

A mobilização busca denunciar as pressões sofridas pelos trabalhadores e cobrar do banco respeito aos direitos dos funcionários e transparência nos processos de reestruturação. O sindicato convoca bancários, bancárias e a sociedade a participarem do ato

por: NOVO Notícias

Publicado 25 de março de 2026 às 19:30

O Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte vai realizar um ato público nesta quinta-feira (26), às 9h, em frente à agência do Banco do Brasil da Avenida Rio Branco, na Cidade Alta, em Natal. De acordo com informação da entidade, o protesto é contra “os impactos da reestruturação implementada pelo Banco do Brasil, que tem provocado insegurança e pressão sobre trabalhadores e trabalhadoras da instituição”.

De acordo com o Sindicato, as mudanças envolvem alterações em cargos, comissionamentos e movimentações internas, afetando diretamente a vida funcional dos empregados. Entre as medidas adotadas está a realocação de funcionários considerados excedentes em Natal e ameaças do mesmo procedimento no interior do estado. O banco tem pressionado empregados a solicitar transferência em um prazo de apenas 48 horas, sob ameaça de remoção forçada.

Segundo a entidade, a prática retoma métodos já utilizados em outros períodos de reestruturação. “Já vimos esse filme nos governos FHC e Bolsonaro. Agora, no governo Lula, a mesma história volta a se repetir”, criticou o coordenador do sindicato, Alexandre Cândido. Apenas no dia 24 de março, três bancários do Banco do Brasil foram transferidos compulsoriamente.

O Sindicato dos Bancários do RN afirma que não aceitará redução salarial, coerção, assédio, ameaças veladas, transferências arbitrárias ou qualquer prática que viole o princípio da voluntariedade dos trabalhadores. A entidade também ressalta que não concorda com o modelo de reestruturação que o Banco do Brasil vem promovendo nos últimos anos, marcado por insegurança, pressão psicológica, adoecimento e prejuízos à vida funcional dos empregados.

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