Investigado da Operação Compliance Zero entra em morte encefálica após tentativa de suicídio na Superintendência da PF em BH. | Foto: Reprodução

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Caso Master “Sicário”, espião de Vorcaro, tem morte encefálica confirmada em BH

Luiz Phillipi Mourão, investigado na Operação Compliance Zero, sofreu tentativa de suicídio dentro da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais; caso segue sob investigação

por: NOVO Notícias

Publicado 4 de março de 2026 às 20:43

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário” e preso na Operação Compliance Zero, sofreu uma tentativa de suicídio dentro da Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais e entrou em morte encefálica na noite desta quarta-feira (4). A situação ocorreu enquanto ele estava sob custódia da PF, segundo informações oficiais.

Após a ocorrência, policiais federais que acompanhavam o preso realizaram primeiros socorros. Ele foi submetido a procedimentos de reanimação e encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital João XXIII, localizado no centro de Belo Horizonte. Apesar do atendimento imediato, a morte encefálica foi confirmada posteriormente.

O caso foi informado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme protocolo da Polícia Federal. A corporação destacou que todos os registros em vídeo da ocorrência serão entregues às autoridades para análise detalhada da dinâmica do fato.

Investigação interna será aberta

A PF anunciou a abertura de um procedimento apuratório interno para esclarecer as circunstâncias da tentativa de suicídio do preso. O objetivo é garantir transparência e detalhar os passos adotados durante o atendimento e custódia de Mourão.

Repercussão da Operação Compliance Zero

Mourão era um dos investigados na Operação Compliance Zero, que apura crimes de fraude e corrupção. A morte encefálica do preso levanta questionamentos sobre protocolos de segurança e monitoramento em unidades de custódia federais, trazendo atenção para procedimentos de proteção de detentos sob vigilância da PF.

O caso segue sob investigação judicial e interna, com atenção do STF e da Polícia Federal. Especialistas destacam que situações como essa reforçam a necessidade de monitoramento rigoroso em unidades prisionais, especialmente para presos com histórico de risco.

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