Sesap orienta população sobre prevenção e atendimento em casos de picadas de cobra | Foto: Adobe Stock
Junho, julho e agosto são considerados os meses mais críticos para acidentes com serpentes no Rio Grande do Norte, segundo alerta emitido pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Apenas em 2025, o estado contabilizou 836 casos de picadas de cobra.
Dados do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox-RN) mostram que julho concentra o maior número de ocorrências registradas nos últimos dez anos, com 89 casos. Junho aparece em seguida, com 84 registros, e agosto, com 76.
Segundo a Sesap, o aumento das chuvas influencia diretamente esse cenário. Com a umidade, as serpentes tendem a buscar abrigo em locais secos, como quintais, terrenos com entulho, pedras, vegetação e áreas próximas a construções, ampliando o risco de acidentes.
O levantamento aponta ainda que cerca de 77% das ocorrências acontecem na zona rural, onde trabalhadores e moradores estão mais expostos ao contato com os animais.
Em caso de picada, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. A vítima deve evitar esforço físico, manter o membro atingido em posição confortável e não usar métodos caseiros, fazer torniquete, cortes ou tentar sugar o veneno.
Orientação importante: se for seguro, observar ou fotografar a serpente pode ajudar na identificação e no tratamento. A captura do animal não é recomendada.
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