Estudo aponta maior incidência de câncer entre pacientes obesos - Foto: Thinkstock

Cotidiano

Obesidade RN tem a segunda maior taxa de obesidade tipo 1 do país

Levantamento aponta que 36,84% dos adultos apresentam a condição, elevando riscos de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares

por: NOVO Notícias

Publicado 1 de março de 2026 às 00:24

O Rio Grande do Norte apresenta a segunda maior parcela de obesidade tipo 1 do país. Dados de janeiro do sistema de vigilância alimentar e nutricional do Ministério da Saúde indicam que 36,84% dos adultos potiguares atendidos pelo SUS possuem a condição. O estado fica atrás apenas de Sergipe, que registra 41,67%.

A média nacional para esse indicador é de 21,74%. A obesidade tipo 1 é definida por um Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 34,9 kg/m ². Esse acúmulo excessivo de gordura corporal eleva o risco de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares.

Segundo o Ministério da Saúde, a classificação da doença varia do sobrepeso à obesidade de grau III. O quadro clínico está diretamente associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes, enfermidades hepáticas e neoplasias.

O ganho de peso é influenciado por complexos fatores genéticos, hormonais e ambientais, o que torna o emagrecimento um desafio que transcende a vontade individual. O acompanhamento médico regular é essencial para o manejo seguro e eficaz da patologia.

O excesso de peso é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. A prevenção da obesidade reflete diretamente na prevenção de males como infarto agudo do miocárdio, AVC esquêmico e apneia do sono. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 650 milhões de pessoas no mundo sejam afetadas pela doença.

O Dia Mundial da Obesidade, em 4 de março, busca incentivar soluções práticas para o alcance de um peso saudável. O objetivo é reverter a crise ligada ao consumo de alimentos com alto teor de gordura, açúcar e sal. A OMS reforça a necessidade de facilitar o acesso a alimentos saudáveis para combater essa doença crônica.

A perda de apenas 5% do peso corporal já é suficiente para gerar melhorias significativas na saúde geral e no controle de complicações, como hipertensão e dores articulares. A redução gradual da massa gorda impacta positivamente na qualidade e na expectativa de vida do paciente. Portanto, a integração entre mudanças de estilo de vida e suporte clínico contínuo constitui a estratégia fundamental para mitigar os danos causados pela obesidade.

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