Estudo nacional reúne dados de segurança, emprego, saúde, educação e infraestrutura para comparar as condições de vida nos estados brasileiros. | Foto: Divulgação/Emprotur

Cotidiano

Qualidade de vida RN ocupa 13ª posição entre os estados brasileiros em qualidade de vida

Levantamento analisou mais de 5,5 mil municípios e avaliou segurança, economia, saúde, educação e infraestrutura

por: NOVO Notícias

Publicado 2 de janeiro de 2026 às 08:31

O Rio Grande do Norte ocupa a 13ª colocação entre os estados brasileiros em um novo ranking nacional de qualidade de vida que avaliou todos os 5.570 municípios do país. O levantamento foi produzido pela Gazeta do Povo e calculou a posição dos estados a partir da média de desempenho das cidades, com base em indicadores sociais, econômicos e urbanos.

O estado potiguar alcançou nota média de 4,76, em uma escala que vai de zero a dez. O resultado coloca o RN no bloco intermediário do ranking nacional, distante dos primeiros colocados, mas à frente de quase metade do país.

No topo da lista aparecem Rio Grande do Sul (6,18), Santa Catarina (6,17) e São Paulo (6,16), estados que concentram melhores resultados em áreas como segurança, renda, educação e infraestrutura urbana.

O que foi avaliado

O ranking reúne 27 indicadores, organizados em dez grandes áreas, que juntas buscam retratar as condições reais de vida da população brasileira. Todos os dados foram padronizados e ponderados conforme a relevância de cada tema.

Entre os fatores analisados estão:

  • Segurança pública, com foco na taxa de homicídios
  • Geração de empregos formais e renda média
  • Número de empresas ativas
  • Educação básica e superior
  • Oferta de serviços de saúde
  • Infraestrutura urbana
  • Condições sociais e bem-estar

O objetivo do estudo é identificar onde estão as cidades com melhores condições de vida, sem atribuir responsabilidade direta a gestões municipais, já que parte das informações considera séries históricas de anos anteriores.

Segurança e economia têm peso maior

A taxa de homicídios, medida entre 2019 e 2023, recebeu o maior peso no cálculo final. Os anos mais recentes tiveram influência maior na nota.

A área econômica também teve destaque, considerando indicadores como:

  • Vagas formais no setor privado
  • Salário médio mensal
  • PIB per capita
  • Quantidade de empresas em atividade

Esses dados ajudam a medir a capacidade de geração de renda e oportunidades nos municípios.

Educação, saúde e infraestrutura

O estudo também analisou a qualidade da educação, com base em alfabetização, escolaridade da população adulta e notas do IDEB no ensino fundamental e médio, além da oferta de vagas presenciais no ensino superior.

Na saúde, entraram no cálculo o número de médicos, leitos hospitalares, internações por uso de drogas e mortes evitáveis na primeira infância.

Já a infraestrutura urbana avaliou aspectos do dia a dia da população, como:

  • Esgotamento sanitário
  • Coleta de lixo
  • Iluminação pública
  • Pavimentação das vias
  • Arborização e calçadas

Esses indicadores ajudam a dimensionar o acesso a serviços básicos e a qualidade do espaço urbano.

Outros fatores considerados

O ranking ainda levou em conta:

  • Mortes no trânsito
  • Registros de suicídio
  • Número de salas de cinema, como indicador de acesso à cultura

Cada um desses critérios teve peso específico na composição da nota final.

O que o resultado indica

A posição do RN revela um desempenho mediano, com avanços em alguns setores e desafios persistentes em outros. O ranking não avalia políticas públicas isoladas, mas oferece um retrato amplo das condições estruturais enfrentadas pelos municípios potiguares.

Para especialistas, levantamentos como esse ajudam a orientar debates sobre prioridades em segurança, desenvolvimento econômico, educação e infraestrutura, áreas decisivas para melhorar a qualidade de vida da população.

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