Relatórios apontam risco estrutural, alagamentos e até odor de esgoto na engorda de Ponta Negra. | Foto: Reprodução

Cotidiano

Alerta Risco estrutural, alagamentos e odor de esgoto: MPF aponta falhas graves na engorda de Ponta Negra

Relatórios apontam água com odor de esgoto, risco de erosão e problemas que podem comprometer a estrutura da orla

por: NOVO Notícias

Publicado 8 de maio de 2026 às 12:13

Uma ação do Ministério Público Federal (MPF) aponta falhas graves no sistema de drenagem da engorda da praia de Ponta Negra e alerta para riscos ambientais, sanitários e estruturais na orla. Segundo o documento, a Prefeitura do Natal executou a obra antes da conclusão da drenagem, mesmo após alertas técnicos sobre possibilidade de erosão, alagamentos e danos ao aterro hidráulico.

O documento afirma que os problemas começaram a aparecer ainda durante a conclusão da engorda. Relatórios técnicos citados pelo MPF apontam formação de lagoas na faixa de areia, água parada com odor de esgoto e falhas severas no escoamento das águas pluviais.

Segundo a ação, órgãos técnicos e especialistas já haviam alertado que a drenagem deveria ser concluída antes ou ao mesmo tempo da engorda para evitar danos ao aterro hidráulico e à própria estrutura da orla. Mesmo assim, a obra avançou sem a conclusão dos dissipadores responsáveis pelo controle da força da água da chuva.

O MPF também destaca que relatórios da FUNPEC identificaram risco de contaminação ambiental, presença de águas com características de esgoto doméstico e problemas estruturais capazes de comprometer a estabilidade da praia em períodos de chuvas intensas.

Funpec relatou risco de erosão na engorda. | Foto: Reprodução

Em um dos trechos mais graves, o documento cita possibilidade de “golpe de aríete”, fenômeno hidráulico que pode provocar aumento violento da pressão nas tubulações e causar rompimentos em galerias e caixas de concreto.

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A ação ainda afirma que houve dificuldade de fiscalização porque projetos atualizados da drenagem e memoriais de cálculo não teriam sido apresentados integralmente aos órgãos ambientais e técnicos. O texto cita que a própria fundação contratada pela Prefeitura já relatava há meses falhas estruturais, risco de erosão e necessidade urgente de correções no sistema.

Outro ponto destacado envolve o surgimento de águas estagnadas em dissipadores da orla, com profundidade elevada e odor forte, criando ambiente propício para doenças. O documento menciona ainda suspeitas de ligações clandestinas de esgoto e despejo irregular de águas servidas na rede de drenagem.

Em vistoria realizada em 2025, o IBAMA também identificou problemas de drenagem e alagamentos significativos na faixa de areia de Ponta Negra. O órgão recomendou que a Prefeitura apresente alternativas para resolver os impactos causados pela obra da engorda e evitar agravamento da situação.

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