Foto: Vivi Nobre
Entre bilros, conversas e lembranças, as Rendeiras da Vila de Ponta Negra, em Natal (RN), mantêm vivas as tradições da comunidade, como a pesca artesanal e a renda de bilro. Foi nesse ambiente que surgiu a ideia de resgatar o bloco A Burrinha Pintadinha e o Jaraguá, protagonizado pelas próprias artesãs e que sai pelo terceiro ano consecutivo no domingo de Carnaval (15/02).
A concentração acontece às 16h, no Ponto de Cultura Tapiocaria da Vó, no Largo da Paróquia de São João Batista. Após esse momento, o cortejo seguirá pelas ruas da Vila de Ponta Negra, reunindo grupos folclóricos, blocos carnavalescos e moradores da comunidade em uma brincadeira marcada pela memória e pelo pertencimento.
A iniciativa é das Rendeiras da Vila, grupo beneficiário do Registro do Patrimônio Vivo (RPV), programa do Governo do Rio Grande do Norte, executado pela Fundação José Augusto (FJA). A batucada será comandada pelo percussionista Jorge Negão, do Folia de Rua Potiguar, com paradas para homenagear mestres e mestras da cultura popular, como Vó Maria e Pedro Correia, além de reverenciar nomes já falecidos que marcaram a história cultural da Vila.
No centro do bloco está Dona Zefinha (Josefa Henrique de Lima), de 79 anos, que puxa o mote tradicional da Burrinha e conduz o cortejo pelas ruas. Rendeira desde os 7 anos, ela lembra que o Carnaval também é tempo de descanso e alegria. A festa reúne gerações, com a participação de filhas, netas, jovens e crianças da comunidade.
A programação do Carnavila 2026 – A Burrinha e o Jaraguá inclui concurso de fantasia infantil, feirinha de artesanato, comidas típicas, chuva de confeitos para as crianças, apresentações de grupos da cultura popular e show de encerramento. O evento conta com financiamento do Governo Federal, via Ministério da Cultura e Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), além do apoio do Governo do RN, por meio da FJA e da Secretaria de Estado da Cultura.
Criado para preservar saberes da cultura tradicional potiguar, o RPV beneficia grupos como as Rendeiras da Vila, lideradas por Maria de Lourdes de Lima (Vó Maria). O coletivo reúne cerca de 90 associadas, entre mestras e novas rendeiras, que mantêm viva, há mais de quatro séculos no RN, a tradição da renda de bilro em Ponta Negra.
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