Relatório da Casa Branca analisa políticas comerciais de diversos países e menciona regras adotadas pelo Brasil. | Foto: Alex Wong/Getty Images
Documento analisa políticas econômicas brasileiras e menciona preocupações de empresas dos EUA com regras de importação e pagamentos
Publicado 2 de abril de 2026 às 10:31
A Casa Branca divulgou nesta quarta-feira (2) um relatório sobre relações comerciais dos Estados Unidos com diversos países e incluiu o Brasil entre os casos analisados. No documento, o governo norte-americano menciona políticas brasileiras como regras de importação, o sistema de pagamentos Pix e decisões tarifárias ligadas ao Mercosul como fatores que, na avaliação do relatório, podem afetar empresas dos EUA que atuam ou exportam para o mercado brasileiro. Leia AQUI a íntegra do documento.
O texto integra uma análise mais ampla sobre barreiras comerciais internacionais e foi apresentado como parte das discussões da política tarifária adotada pelo governo norte-americano. O objetivo declarado é mapear regras, impostos e regulamentações que, segundo a avaliação americana, podem influenciar o acesso de produtos dos Estados Unidos a outros mercados.
Entre os pontos citados está o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil. No relatório, o governo norte-americano registra preocupações relatadas por empresas do setor financeiro sobre o modelo de funcionamento da plataforma.
O capítulo dedicado ao Brasil ocupa oito páginas do documento. Em um dos trechos, o relatório afirma que “o Banco Central criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos”.
Segundo o texto, o fato de o Banco Central desenvolver, operar e regulamentar o sistema foi apontado por algumas empresas como um possível fator de competição com serviços privados de pagamento eletrônico.
O documento também menciona a tributação aplicada a compras internacionais enviadas ao Brasil. O relatório menciona a cobrança de impostos sobre remessas estrangeiras e observa que o país aplica alíquotas que podem chegar a 60% em determinadas situações dentro do regime de importação simplificada.
A medida está ligada às mudanças aprovadas em 2024 no Brasil que estabeleceram cobrança de imposto de importação sobre compras internacionais de menor valor. O modelo atual prevê alíquota reduzida para remessas até determinado limite e tributação maior para valores superiores.
Outro ponto citado no relatório envolve o Mercosul, bloco econômico formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O documento afirma que mudanças nas tarifas alfandegárias dentro das regras do bloco podem gerar incerteza para exportadores estrangeiros.
De acordo com o texto, variações nas alíquotas dentro das flexibilidades permitidas pelo Mercosul podem dificultar previsões de custos para empresas interessadas em vender produtos no mercado brasileiro.
O documento divulgado pela Casa Branca analisa diferentes tipos de barreiras comerciais e divide essas medidas em categorias como políticas de importação, normas sanitárias, regras técnicas e restrições a investimentos.
O relatório faz parte de um levantamento periódico realizado pelo governo dos Estados Unidos para acompanhar políticas comerciais adotadas por parceiros e mercados internacionais.
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