Reitoria da UFRN - Foto: Cícero Oliveira

Cotidiano

Recomposição Reitores da UFRN e UFERSA assinam manifesto contra cortes no orçamento das universidades

Documento assinado por 20 gestores do Nordeste alerta para risco na assistência estudantil e pede recomposição urgente de recursos para 2026

por: NOVO Notícias

Publicado 31 de dezembro de 2025 às 16:00

Os reitores das universidades federais da região Nordeste, incluindo os gestores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), publicaram um manifesto conjunto em defesa da recomposição do orçamento para 2026. O grupo expressa “profunda preocupação” com os cortes promovidos pelo Congresso Nacional durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA).

O documento destaca que a redução de verbas atinge severamente a Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES). Segundo os reitores, o atual nível de financiamento compromete diretamente a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica no ensino superior.

No manifesto, os gestores ressaltam que as universidades federais são instrumentos estratégicos para o enfrentamento das desigualdades e para a inclusão social. No Nordeste, especificamente, a expansão e a interiorização dessas instituições tiveram papel decisivo na democratização do acesso ao ensino e no desenvolvimento sustentável alicerçado em ciência, tecnologia e inovação.

“A proposta orçamentária para 2026 enviada ao Congresso pelo Governo Federal já se mostrava insuficiente. Diante deste novo cenário, reforçamos a urgente necessidade de recomposição e suplementação do orçamento”, diz trecho do documento assinado pelos reitores.

Ao todo, 20 dirigentes de instituições nordestinas assinam a nota, reafirmando o compromisso com o financiamento público e gratuito como condição indispensável para o futuro do país. Entre os representantes potiguares estão o reitor José Daniel Diniz Melo (UFRN) e o reitor Rodrigo Nogueira De Codes (UFERSA).

A mobilização busca sensibilizar as autoridades para a oferta de serviços e ações de saúde, cultura e inovação que as universidades prestam à população e que correm risco devido à tesourada orçamentária.

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