De acordo com o material apresentado à polícia, o crime teria sido motivado por razões xenofóbicas e racistas. Além disso, os investigadores também identificaram indícios de que a mulher pode ter retardado deliberadamente o acionamento do socorro médico
Publicado 9 de março de 2026 às 11:50
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu a mulher suspeita de provocar a morte de um idoso que foi atacado por um cão da raça pitbull no município de Extremoz, na Região Metropolitana de Natal. A prisão temporária foi solicitada após o surgimento de novos elementos que apontam que o ataque pode não ter sido um acidente, como inicialmente relatado.
O caso ocorreu na última quinta-feira (6) e é investigado pela 23ª Delegacia de Polícia de Extremoz. Inicialmente, a ocorrência havia sido comunicada às autoridades como uma morte decorrente de ataque do animal.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima havia sido contratada pela mulher para realizar um serviço de limpeza na residência dela. Era a primeira vez que o idoso trabalhava no local e, no momento do ocorrido, apenas ele e a contratante estavam na casa.
Segundo o relato apresentado pela mulher à polícia no dia do fato, o pitbull estaria preso em um dos quartos da residência, mas teria conseguido abrir a porta e se dirigido até a vítima, quando ocorreu o ataque. Ela afirmou ainda que tentou prestar socorro ao homem, realizando um torniquete, além de ter acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a polícia.
No entanto, durante as investigações, novos elementos levantaram suspeitas sobre a versão apresentada inicialmente.
Ainda no local do ocorrido, a Polícia Civil realizou as primeiras diligências, incluindo o depoimento da mulher e a apreensão do celular dela para análise.
No sábado (7), a investigação ganhou novos rumos após uma testemunha procurar a polícia e entregar fotos, áudios e capturas de tela de conversas que indicariam que a investigada teria provocado a morte da vítima.
De acordo com o material apresentado à polícia, o crime teria sido motivado por razões xenofóbicas e racistas.
Além disso, os investigadores também identificaram indícios de que a mulher pode ter retardado deliberadamente o acionamento do socorro médico, o que teria contribuído para o agravamento das lesões provocadas pelo ataque do animal e, consequentemente, para a morte do idoso.
Diante da gravidade das novas informações, a autoridade policial responsável pelo caso representou à Justiça pela prisão temporária da investigada, medida considerada necessária para garantir o aprofundamento das investigações e esclarecer completamente as circunstâncias do crime.
A prisão foi autorizada pelo Poder Judiciário.
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação e que novas diligências estão sendo realizadas para a completa elucidação dos fatos.
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