PIX em celular + gráficos de dinheiro + tom vermelho de alerta. | Foto: Reprodução
A Polícia Federal revelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 260 bilhões no Brasil. Segundo as investigações, beneficiários do Auxílio Emergencial foram usados, sem saber, como parte da engrenagem criminosa que operava principalmente por meio de transferências via PIX.
De acordo com a PF, o grupo utilizava a técnica conhecida como “smurfing”, que consiste em dividir grandes quantias em milhares de pequenas transferências para evitar alertas do sistema financeiro e órgãos de controle.
As investigações indicam que empresas ligadas a apostas ilegais fragmentavam valores em operações de baixo valor, dificultando o rastreamento. O objetivo era não ultrapassar limites que acionam mecanismos automáticos de suspeita, conforme informações do Metrópoles.
Um dos pontos mais graves, segundo o relatório, é que diversos envolvidos nas transações eram pessoas que haviam recebido o Auxílio Emergencial durante a pandemia. Elas teriam sido utilizadas como “laranjas” sem conhecimento do esquema.
A operação, chamada Narco Fluxo, foi deflagrada com mais de 200 policiais, que cumpriram dezenas de mandados de prisão e busca. Entre os alvos estão nomes do meio artístico e digital, suspeitos de integrar ou se beneficiar da estrutura.
Ainda segundo a Polícia Federal, o esquema misturava dinheiro de diferentes origens, incluindo atividades ilegais, com receitas formais para dificultar a identificação. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,2 bilhões em bens dos investigados.
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